Celina Leão (PP) está prevista para vencer a eleição para governadora do Distrito Federal no domingo (25), conforme pesquisa do Datafolha. Com 55,2% das urnas apuradas, ela tinha 57,63% dos votos válidos, enquanto Leandro Grass (PT) possuía 42,37%. A projeção é baseada em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e análises próprias, que indicam quando um candidato não pode mais ser alcançado.
Essa provável vitória confirma Celina no comando do Palácio do Buriti após uma trajetória diferente da eleição anterior. Em 2022, ela assumiu como vice de Ibaneis Rocha (MDB) e passou a governar oficialmente em março deste ano, quando o ex-governador saiu para disputar o Senado. Esta é a primeira vez que Celina concorre diretamente para ser governadora do Distrito Federal.
A disputa chegou ao segundo turno porque Celina quase ganhou no primeiro turno, tendo 49,93% dos votos válidos contra 34,47% de Grass. Nos últimos dias, ela recebeu apoio de importantes nomes da direita do DF, como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Damares Alves e Flávio Bolsonaro. A campanha também foi marcada pela retirada de José Roberto Arruda (PSD), que teve sua candidatura barrada pelo TSE em setembro.
Seu novo mandato, que vai até o fim de 2030, começa enfrentando um grande desafio no BRB. A tentativa frustrada de compra do Banco Master e outras operações entre as instituições causaram uma crise financeira bilionária no banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. Investigações revelaram transferências de cerca de R$ 17 bilhões ao Banco Master, sendo R$ 12,2 bilhões relacionados a títulos sem valor. Celina afirma que não participou da negociação para adquirir o banco de Daniel Vorcaro e sempre foi contra a operação.
A governadora busca também uma operação de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito para fortalecer o caixa do BRB. O total do prejuízo do banco ainda não foi divulgado, e as demonstrações financeiras de 2025 e do primeiro semestre de 2026 continuam pendentes. Com a projeção da vitória, Celina agora muda o foco da disputa eleitoral para a gestão do Distrito Federal, enfrentando o desafio político e financeiro da crise bancária nos próximos quatro anos.


