Celina Leão, que está como governadora em exercício, assinou um projeto para começar a construção do primeiro Centro de Tecnologia para Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal. O projeto tem um investimento de R$ 2,912 milhões e tem como foco a criação e pesquisa de dispositivos como exoesqueletos inteligentes e andadores robóticos. Esses equipamentos ajudarão pessoas que sofreram AVC ou têm outras condições que afetam o movimento, equilíbrio e funcionalidade.
Depois da fase de pesquisa, o centro será parte da rede pública de saúde e do Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF). A governadora Celina Leão destacou que essa ação é um compromisso para inovação na área da saúde, com tecnologias inclusas no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o atendimento com mais justiça social. Ela ressaltou que o Distrito Federal será um centro nacional de inovação em tecnologia assistiva robótica.
O projeto terá duas vertentes: a compra de um exoesqueleto moderno para pacientes que têm grande chance de recuperação e o desenvolvimento de um andador robótico mais acessível para atender mais pessoas. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que isso vai melhorar o cuidado das famílias, dando mais independência aos pacientes. A previsão é atender entre 1.500 e 2.000 pacientes por ano, economizando mais de R$ 300 milhões em cinco anos ao reduzir hospitalizações e custos com dependência.
O projeto é feito em parceria com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (UnB) e vai durar 18 meses, sendo dividido em duas fases: compra do exoesqueleto e criação do andador. No começo, os pacientes da rede pública participarão de testes experimentais, e depois o atendimento será oficial. Os pacientes virão de encaminhamentos de centros especializados em reabilitação e ambulatórios do IgesDF e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), incluindo pessoas com sequelas de AVC, acidentes e doenças neuromusculares.
O presidente do IgesDF, Cleber Fernandes, elogiou a iniciativa do governo, destacando o Hospital de Base como um centro de pesquisa importante. A execução do projeto é liderada pela UnB, com apoio do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Hospital de Base e Hospital de Apoio. Uma equipe de engenheiros, fisioterapeutas e médicos vai garantir que a tecnologia e o atendimento clínico estejam integrados e funcionem bem dentro do SUS.
