A governadora Celina Leão (PP) se reuniu com candidatos e apoiadores nesta terça-feira (6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para agradecer o esforço no primeiro turno e animar o grupo para os próximos 20 dias de campanha. O evento contou também com a presença da senadora eleita Bia Kicis. Durante seu discurso, Celina declarou que a próxima etapa da eleição será para enfrentar e corrigir as falsas acusações feitas pelo PT contra ela e seus aliados. “Agora vocês vão ver a leoa rugir e desfazer as mentiras do PT”.
Celina falou ainda sobre os votos conquistados por outros candidatos e a estratégia para atrair o apoio daqueles que não avançaram para o segundo turno. Ela pediu que seus apoiadores retomem o contato com as bases, procurando eleitores, amigos e participantes das campanhas anteriores.
A união com os aliados é uma prioridade nesta fase da campanha. Celina prometeu estabelecer uma coordenação para acompanhar as demandas de seus aliados e garantiu participação política para o grupo. “Não é meu governo, é nosso governo”. Segundo ela, os aliados terão “espaço, vez e voz”.
Celina também ressaltou a parceria com Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Flávio Bolsonaro. Ao comentar o resultado para o Senado, afirmou que a colaboração do grupo foi fundamental nas urnas. “Não tem um santinho meu, que não tenha o nome da Bia e da Michelle e do Flávio”.
Segundo Celina, a composição política será importante para manter o equilíbrio entre os Poderes em Brasília. Ela defendeu que o próximo presidente do Senado respeite os limites institucionais e não permita arbitrariedades. “Cada poder no seu devido lugar, cada um fazendo o seu papel legítimo, sem invasão de competência”.
Economia como foco do centrão
A economia também foi destaque na fala de Celina. Ela acredita que o tema pode ser decisivo para conquistar eleitores sem ligação clara com nenhum dos lados na disputa. Para ela, o centro tem mais afinidade com a direita, mas o voto pode ser escolhido com base em questões de emprego, renda e poder de compra, buscando ajudar quem mais precisa.
Celina destacou que os juros altos dificultam o acesso a bens como casa própria e carro e defende uma política econômica que aumente o poder de compra da população.
“Por que o brasileiro não consegue comprar sua casa própria e seu carro? Porque com os juros do Brasil ninguém consegue comprar nada”.
Ela reforçou a necessidade de responsabilidade fiscal e incentivo à renda, defendendo um modelo focado no equilíbrio das contas e na gestão eficiente. “Precisamos de uma política econômica de verdade, com pessoas que entendem do assunto, para que os pobres possam ter dinheiro, pois os juros consomem o que eles têm. Isso é prosperidade, é gastar o que se arrecada”.
