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sexta-feira, 29/08/2025

CEB IPes destaca iluminação pública do DF como modelo para o país

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Em Brasília

Brasília está prestes a concluir 2025 com toda sua iluminação pública atualizada para a tecnologia LED. Edison Garcia, presidente da Companhia Energética de Brasília Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes), compartilhou essa informação recentemente no III Fórum de Iluminação Urbana, um evento que reuniu especialistas do setor energético e urbano de todo o Brasil.

Garcia apresentou o projeto de modernização do Distrito Federal como um exemplo nacional, mostrando que mais de 320 mil pontos de luz foram trocados por LED em apenas doze meses, posicionando Brasília como a terceira maior cidade no país com iluminação pública nesse padrão tecnológico. Ele destacou a iniciativa como ousada, exigindo mudanças profundas e coragem do governo.

Edison Garcia relembrou que a empresa passou de prestadora de serviços do governo do DF a uma operadora pública que gerencia diretamente a iluminação urbana, enfrentando um cenário financeiro difícil antes da transformação.

Essa reestruturação permitiu que a companhia saísse de um déficit de 38 milhões de reais em 2018 para conquistar uma receita anual de 240 milhões de reais com excelente rentabilidade. O processo foi conduzido com responsabilidade financeira, sem mudanças no controle da empresa.

Cooperação público-privada e resultados eficientes

A renovação da iluminação foi possível graças a uma Parceria Público-Privada (PPP), essencial devido às limitações orçamentárias ocasionadas pela redução da arrecadação em impostos específicos da iluminação pública. Com um orçamento limitado, a PPP foi a solução para garantir a sustentabilidade e eficiência do serviço.

O modelo transferiu os investimentos para o setor privado, garantindo melhor qualidade e redução de custos. Além disso, a CEB IPes realizou uma limpeza na rede elétrica pública, retirando cerca de 50 mil pontos de luz que cobriam áreas privadas e regularizando outras 50 mil ligações irregulares.

Edison Garcia ressaltou que era injusto o Estado pagar pela energia de áreas privadas, e essa limpeza trouxe economia imediata e justiça, beneficiando a população de baixa renda com acesso legal à iluminação pública.

Desafios em concessões e limitações urbanas

No fórum, Garcia também fez críticas aos altos descontos concedidos em contratos de concessão, que colocam em risco a sustentabilidade financeira desses acordos. Ele pediu mais responsabilidade na elaboração dessas parcerias e maior participação dos gestores municipais nesse debate.

Além disso, o presidente destacou desafios técnicos e legais, especialmente relacionados à complexidade do Plano Piloto de Brasília, onde grande parte da iluminação está concentrada e o patrimônio histórico limita certas intervenções, como a instalação de postes em áreas tombadas.

As imagens apresentadas no evento mostraram essas dificuldades, reforçando a necessidade de soluções que respeitem a preservação do patrimônio histórico.

O painel contou também com participações de Giovani Oliveira (Pezco Consultoria), Pedro Iacovino (ABCIP), e Leonardo Gaspar Barreto (Procel), com moderação de Miguel Noronha, presidente do Conselho da BHIP.

O III Fórum de Iluminação Urbana, organizado pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Iluminação Pública (ABCIP), Abilux e Abrasi, promove encontros anuais com gestores e profissionais do setor para discutir inovações, gestão e regulamentações da infraestrutura urbana no Brasil.

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