Nos primeiros três meses de 2026, o Programa Desperdício Zero das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) doou 96.248 kg de alimentos para 57 instituições através do banco de alimentos. Em 2025, o programa havia arrecadado 480.347,35 kg, atendendo 187 instituições e beneficiando cerca de 60 mil pessoas.
O Desperdício Zero faz parte do Programa de Coleta e Doação de Alimentos da Ceasa-DF. São coletados alimentos que não podem ser vendidos por estarem muito maduros ou com pequenas avarias, mas que ainda são próprios para consumo. Após triagem, pesagem e organização, eles são entregues para instituições que ajudam famílias em situação de vulnerabilidade.
A coleta acontece tanto no complexo da Ceasa-DF quanto diretamente nas propriedades rurais. Segundo o coordenador do Banco de Alimentos, Cleison Wellington Gonçalves de Oliveira, uma grande parte das doações vem dos dias de venda da agricultura familiar na área conhecida como ‘pedra’, onde os produtores vendem diretamente sua produção. Ao final do dia, o que não foi vendido é doado ao banco de alimentos.
“O produtor traz a mercadoria para a Ceasa, vende durante o dia e no final doa o que não foi vendido, que muitas vezes iria para o lixo. Nós recolhemos, selecionamos os alimentos que podem ser consumidos e distribuímos para as instituições cadastradas”, explica Cleison.
Este programa apoia a agricultura familiar no Distrito Federal e oferece alimentos nutritivos para famílias necessitadas. Atualmente, o banco conta com cerca de 200 instituições cadastradas e atende em média 120 delas regularmente.
Os beneficiários valorizam muito as doações. Alex da Silva, vice-presidente da Associação Gênesis e Qualificação, conta que a instituição distribui os alimentos em sistema de rodízio para famílias em Santa Maria, Ceilândia e Sol Nascente. “A felicidade é imensa. Imagine uma pessoa que não tem nada e passa a ter algo para alimentar o filho”, afirma.
No Sol Nascente, Rogéria Cristina da Silva, de uma instituição no Trecho 3, explica que 85 crianças entre 1 e 14 anos recebem três refeições diárias completadas pelas doações. “Esses alimentos ajudam a melhorar a alimentação das crianças. Verduras e frutas são parte da rotina da creche”, ressalta, destacando que a variedade possibilita cardápios variados e equilibrados.
Produtores como Valmir Rodrigues da Cruz, de Alexânia, contribuem com doações frequentes de batata-doce e mandioca. “Doar é sempre bom, e para quem precisa é ainda melhor”, diz ele. Para Valmir, o programa evita o desperdício de alimentos adequados ao consumo, destinando-os a quem necessita.
Os números mostram a importância da iniciativa: mais de 480 mil quilos em 2025 e 96 mil quilos nos primeiros meses de 2026, movimentando alimentos entre bancas, galpões, propriedades rurais e instituições no Distrito Federal.
Com informações da Agência Brasília

