A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou um projeto que adiciona a vacina contra herpes-zóster no calendário nacional do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL) sob o número PL 4.426/2025, foi apoiada pela relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), e seguirá para análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Herpes-zóster é causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que provoca a catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode ficar dormindo no corpo e reativar em adultos, especialmente naqueles com sistema imunológico debilitado, como portadores de doenças crônicas, câncer ou transplantados. Os sintomas são feridas na pele, dor nos nervos, coceira, dor de cabeça, formigamento e febre. Para evitar, recomenda-se vacinação, lavar as mãos após contato com as feridas e isolamento.
O projeto inicial sugeria a vacina para idosos a partir de 60 anos. Contudo, a relatora Mara Gabrilli propôs reduzir a idade para 50 anos e incluir adultos maiores de 18 anos com sistema imunológico enfraquecido. Ela explicou que o vírus pode se manifestar a partir dos 50 anos e que essa mudança ajuda a prevenir casos graves e hospitalizações.
Mara Gabrilli destacou dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que mostram alta eficácia da vacina nos grupos citados. A vacinação pode evitar quadros graves, diminuir sequelas dolorosas e melhorar a qualidade de vida, além de reduzir os custos para o SUS.
A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), chamou a aprovação de um avanço importante para proteger os idosos no Brasil. Ela comentou que, apesar do custo da vacina, a prevenção ajuda a evitar hospitalizações e o afastamento do trabalho, resultando em economia para o país.

