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CDC recomenda uso de duas máscaras para combater variantes do coronavírus

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A diretora do CDC disse que os estudos realizados pelo instituto comprovaram a maior eficácia do uso de máscaras sobrepostas contra as variantes do vírus

Mascarás: de acordo com o CDC, entre 1% e 4% dos casos de coronavírus nos EUA já são decorrentes da variante britânica (Michael Nagle/Bloomberg)

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) atualizou nesta quarta-feira, 10, suas recomendações em relação à pandemia de covid-19. O instituto passou a sugerir o uso de duas máscaras para combater as novas variantes do coronavírus que se espalham pelo país.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse que os estudos realizados pelo instituto comprovaram a maior eficácia do uso de máscaras sobrepostas contra as variantes do vírus. “As máscaras funcionam melhor quando têm um bom ajuste e são usadas corretamente”, afirmou a cientista durante uma coletiva de imprensa da força-tarefa da Casa Branca para o combate à pandemia.

Conselheiro de saúde do governo Joe Biden, o infectologista Anthony Fauci, que também participou da coletiva, disse que a variante britânica é a que mais preocupa. Ele ponderou, contudo, que as vacinas que já estão sendo administradas nos EUA são eficazes contra essas novas cepas do coronavírus. O país já autorizou o uso emergencial do imunizante da Moderna e do desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech.

De acordo com Walensky, entre 1% e 4% dos casos de coronavírus nos EUA já são decorrentes da variante britânica. Na estimativa de Fauci, a mutação identificada no Reino Unido se tornará dominante em território americano no final de março.

Walensky disse que o número de novos casos, mortes e hospitalizações por covid-19 continuou a diminuir nos últimos sete dias, mas ainda é “muito alto”. Ela defendeu que não é hora de retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais como o transporte público.

O coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia, Jeff Zients por sua vez, reforçou que o governo continua tomando medidas para aumentar o fornecimento de vacinas, principalmente para farmácias e centros comunitários.

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Ciência

Em dose única, vacina da Johnson & Johnson é eficaz contra novas cepas

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Vacina da Johnson & Johnson tem eficácia geral de 85% contra formas graves da covid 14 dias após ser aplicada, segundo agência americana. Testes foram feitos em regiões em que circulam versões mais infeciosas do Sars-CoV-2, como o Brasil

(crédito: Phill Magakoe/AFP)

Administrada em apenas uma dose, a vacina desenvolvida pelo grupo Johnson & Johnson é eficaz contra duas novas variantes do causador da covid-19 — a sul-africana e a brasileira — e evita significativamente os quadros graves da doença. A taxa protetiva chega a 85%, segundo documento divulgado pela Agência de Regulação de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês). Também ontem, o grupo Pfizer/BioNTech publicou o estudo mais amplo sobre os impactos da fórmula que desenvolveram em parceria: 94% dos imunizados não desenvolveram a doença, conforme observação, “no mundo real”, de vacinados em Israel.

O órgão regulador americano analisou dados de estudos clínicos com a fórmula da Johnson & Johnson conduzidos em um grupo de 44 mil pessoas nos Estados Unidos, na África do Sul e em alguns países da América Latina, incluindo o Brasil. A pesquisa é, no momento, a em estágio mais avançado dos testes com o uso de dose única de um imunizante contra o Sars-CoV-2. Somam-se às vantagens da fórmula americana o não registro de reações alérgicas graves durante os ensaios clínicos e a facilidade de armazenamento — pode ser feito em geladeiras tradicionais.

Na análise dos dados gerais, o imunizante mostra-se 85,4% eficaz contra as formas graves da covid-19, mas a proteção cai para 66,1% em relação às manifestações mais moderadas da infecção. Considerando os dados locais, a eficácia em casos graves é de 85,9% nos EUA, 81,7% na África do Sul e 87,6% no Brasil, por exemplo. Segundo a FDA, a proteção foi considerada 14 dias depois da vacinação.

Os testes também revelaram que não foram registradas mortes em decorrência da covid-19 entre aqueles que receberam o imunizante. “Os dados apoiam a existência de um perfil de segurança favorável, sem preocupações específicas que possam impedir que uma autorização de uso emergencial seja emitida”, informou a agência estadunidense, em um comunicado.

O imunizante americano de dose única também é 100% eficaz contra a hospitalização 28 dias após ser aplicado. A taxa de 14 dias é de 85%. Não foram detectadas diferenças de eficácia em relação a idade, sexo ou raça dos participantes, incluindo pessoas mais velhas. No grupo de voluntários, 34% (14.672) tinham mais de 60 anos, um número considerado alto por especialistas. A expectativa é de que o FDA decida, ainda nesta semana, se a fórmula receberá um registro de emergência para uso no país.

Vetor viral

A vacina utiliza uma estratégia explorada em outros imunizantes para gerar proteção contra a covid-19: o uso de um vetor viral enfraquecido. No caso do fármaco americano, os desenvolvedores escolheram um adenovírus da gripe comum, que carrega uma proteína-chave do Sars-CoV-2. Ao entrar em contato com o organismo humano, ela desperta a produção de anticorpos protetores.

Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), avalia que os dados da vacina estadunidense são animadores. “É uma ótima notícia também pela alta eficácia observada na prevenção de casos graves, porque isso já desafoga o sistema de saúde, que é o nosso principal objetivo. Outro ponto a se comemorar é o fato de esse imunizante ser aplicado apenas em uma dose. É muito mais fácil imunizar toda a população dessa forma, nos poupará muito tempo”, justifica. “É interessante destacar ainda que essa empresa realiza testes com duas doses da mesma fórmula justamente para ter análises mais consistentes do seu efeito protetivo”, completa.

Para o imunologista, outro ponto que merece destaque é a eficácia do imunizante em regiões distintas, demonstrando, assim, a sua eficácia para diferentes cepas. A inclusão de um grande número de pessoas idosas nas análises é outro destaque, avalia Juarez Cunha. “Temos uma alta diversidade de analisados, de regiões diferentes que estão expostas a variantes distintas, e também uma quantidade considerável de indivíduos idosos. É muito bom observar que o efeito protetor nesse grupo que é mais suscetível ao vírus também foi alto, isso gera uma maior confiança.”

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Ciência

Missão Perseverance em Marte: o que diz a mensagem escondida no paraquedas do robô

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Esse é o robô mais sofisticado já enviado ao espaço e terá como objetivo buscar pistas sobre grandes dúvidas da ciência, como se há sinais concretos de vida microbiana passada em Marte

A Nasa, agência espacial americana, conseguiu realizar um importante avanço na exploração espacial na semana passada, quando seu robô Perseverance chegou a Marte, após uma jornada de quase 480 milhões de quilômetros iniciada em julho de 2020.

Esse é o robô mais sofisticado já enviado ao espaço e terá como objetivo buscar pistas sobre grandes dúvidas da ciência, como se há sinais concretos de vida microbiana passada em Marte.

Centenas de milhares de pessoas acompanharam ao vivo o pouso do Perseverance e celebraram as primeiras imagens que chegaram da superfície do planeta vermelho. Mas poucos sabiam que o robô carrega uma mensagem secreta e criptografada em sua jornada.

Ilustracao do Perseverance em Marte

NASA O Perseverance explorará o solo e a atmosfera do Planeta Vermelho por pelo menos um ano marciano, o que equivale a cerca de 687 dias terrestres.

O que diz a mensagem?

O robô Perseverance carrega uma mensagem escondida no paraquedas que costumava descer na superfície de Marte.

O paraquedas carregava padrões especiais em vermelho e branco que formam a frase secreta codificada: “Dare mighty things” (Ouse coisas poderosas, em inglês).

“Usando códigos binários, duas mensagens foram codificadas em branco neutro e laranja” no paraquedas, diz a página do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, na Califórnia, nos Estados Unidos, que controla a missão Perseverance.

“Dare mighty things” é, por sinal, o lema do JPL e parte de um discurso do ex-presidente americano Theodore Roosevelt em 1899: “Muito melhor é ousar coisas poderosas, vencer gloriosos triunfos, mesmo que sob o risco do fracasso, do que enfileirar-se com os pobres de espírito que nem desfrutam nem sofrem muito, porque vivem em um crepúsculo cinza que não conhece nem a vitória nem a derrota” (em tradução livre).

Vários usuários da internet que são cientistas amadores afirmaram ter “decifrado o código” escondido e também ficaram estudando os padrões matemáticos no círculo colorido do paraquedas.

“Cada número binário (aqueles com apenas 0 e 1) corresponde a uma posição da letra do alfabeto, começando com 1.” Então, seguindo esse código, a frase é formada. Em seguida, aparece uma coordenada que é o endereço do laboratório na Califórnia.

 

Mas esse código secreto não é a única mensagem oculta que parece ter sido colocada no robô enviado a Marte.

Existem mais cinco surpresas que foram incluídas a bordo.

1. Quase 11 milhões de nomes

Três microchips no Perseverance possuem 10.932.295 nomes.

Placa no Perseverance

NASA/JPL-Caltech Três microchips no Perseverance possuem 10.932.295 nomes.

Eles fazem parte da campanha “Envie seu nome a Marte” da Nasa.

Isso já é uma tradição da agência espacial em robôs para Marte. Anteriormente, o robô Curiosity carregou um microchip com 1,2 milhão de nomes.

Os microchips também contêm 155 ensaios de alunos que chegaram à final do concurso de nomes de espaçonaves, que foi vencido por Alex Mather, 13, da Virgínia.

2. Homenagem a profissionais de saúde

O Perseverance também presta homenagem aos profissionais de saúde que têm lutado contra a pandemia de covid-19.

O robô foi lançado ao espaço em julho de 2020, poucos meses depois que o vírus começou a afetar o mundo inteiro.

O robô também presta homenagem aos profissionais de saúde que lutam contra a pandemia do coronavírus.

NASA/JPL-Caltech O robô também presta homenagem aos profissionais de saúde que lutam contra a pandemia do coronavírus

A equipe da Nasa quis reconhecer as pessoas da linha de frente da pandemia que ajudam a cuidar da população.

Para isso, uma placa de alumínio foi colocada no lado esquerdo do robô que mostra o caduceu, uma cobra enrolada em um bastão que é usado como símbolo da medicina nos Estados Unidos.

3. Mastcam-Z para enxergar melhor

Ao contrário dos itens homenageando profissionais de saúde, e que são decorativos, alguns dos objetos ocultos em Perseverança têm funções especiais.

O Mastcam-Z é usado para tirar fotos coloridas de Marte em alta definição.

NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/U of Copenhagen O Mastcam-Z é usado para tirar fotos coloridas de Marte em alta definição

Uma delas é a do Mastcam-Z, que são câmeras do robô para tirar fotos coloridas de Marte em alta definição.

Mas a Nasa também acrescentou uma mensagem importante ao Mastcam-Z: “Estamos sozinhos? Viemos aqui em busca de sinais de vida e coletar amostras de Marte para estudar na Terra. Para aqueles que nos seguem, desejamos a vocês uma boa viagem e alegria na descoberta”.

A Mastcam-Z também carrega imagens das primeiras formas de vida na Terra, como cianobactérias, uma samambaia e um dinossauro e desenhos de um homem e uma mulher.

4. SHERLOC

A NASA também aderiu ao “geocaching”, um jogo de caça ao tesouro com GPS para smartphone, e escondeu uma moeda especial a bordo do Perseverance.

SHERLOC

NASA/JPL-Caltech O SHERLOC estuda a paisagem e a atmosfera de Marte.

A moeda faz parte do instrumento SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman & Luminescence for Organics & Chemicals), que estuda a paisagem e a atmosfera de Marte e está marcada com o endereço do famoso detetive fictício, 221B Baker Street, em Londres.

O SHERLOC também está carregando uma parte de um meteorito marciano e quatro outras amostras de materiais de traje espacial. A Nasa observará para ver como cada material reage na superfície marciana.

5. SuperCam com um meteorito

Os cientistas que construíram o Perseverance SuperCam também adicionaram sua própria porção de um meteorito marciano.

SuperCam

NASA/JPL-Caltech SuperCam é um instrumento a laser que atinge rochas na superfície marciana.

O SuperCam é um instrumento a laser que atinge rochas e “solo” na superfície marciana para descobrir do que esse materiais são feitos.

Este pedaço de rocha em particular usado para calibração do SuperCam fez uma viagem de ida e volta para a Estação Espacial Internacional antes de os cientistas o acrescentarem ao Perseverance.

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Ciência

Não há provas de que Wuhan foi epicentro da pandemia, diz OMS

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Grupo de pesquisadores estuda três possibilidades para explicar a origem do novo coronavírus

Especialista da investigação, Ben Embarek (HECTOR RETAMAL/AFP/Getty Images)

Representantes da comissão da Organização Mundial de Saúde (OMS) enviados para investigar as origens do novo coronavírus anunciaram, nesta terça-feira (9), que não há provas de que o vírus estava circulando em Wuhan, na China, antes de dezembro de 2019.

Wuhan foi a primeira cidade do mundo a registrar casos do novo coronavírus e, por isso, muitas vezes é vista como o ponto de origem do Sars-Cov-2. A equipe de 40 cientistas visitou a região e o mercado de frutos do mar de Huanan, onde foi registrado o primeiro grupo infectado em 12 de dezembro de 2019.

Liang Wannian, chefe do painel de especialistas na Comissão Nacional de Saúde da China, afirma que estudos posteriores evidenciam que o verdadeiro “primeiro grupo” foi 4 dias antes, no dia 8 de dezembro, em locais e pessoas sem qualquer conexão com o mercado de frutos do mar.

“Não há indicação da transmissão do vírus na população do período anterior a dezembro de 2019”, disse Wannian em entrevista coletiva. Ele considera “improvável” a transmissão do vírus na cidade durante os meses de outubro e novembro e também pontua que o início da circulação ocorreu semanas antes dos primeiros casos, o que explicaria a “falha de detecção em outras regiões”.

Outra hipótese refutada pelo grupo de pesquisadores é que o vírus teria “vazado” (ou até sido disseminado propositalmente) de um laboratório em Wuhan. De acordo com o especialista da investigação, Ben Embarek, não há qualquer evidência que o vírus estivesse sendo estudado em laboratórios da cidade na época e a ideia é “extremamente improvável”.

Para entender como o vírus chegou até a espécie humana, a equipe está investigando três possibilidades: 1) transmissão por alimentos e transporte de congelados; 2) transmissão direta de um animal para um humano e 3) circulação e mutação do vírus em algum hospedeiro intermediário antes de ser transmitido ao homem.

Liang afirma que, apesar de morcegos e pangolins serem vistos como possíveis explicações, suas linhagens não são similares o suficiente ao patógeno para afirmar com certeza que o coronavírus surgiu deles. No momento, a equipe não conseguiu identificar alguma outra possibilidade de espécie.

O integrante e especialista em doenças infecciosas, Dominic Dwyer, acredita que levará anos até entendermos completamente as origens do novo coronavírus.

 

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Ciência

A Nasa vai criar um serviço de delivery… na Lua

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É claro que isso não significa que o Rappi ou o iFood conseguirão entregar hambúrgueres e pizzas na Lua. Entenda:

Nasa: agência espacial contratou empresas para fazer delivery na Lua (Alexander Rieber/Getty Images)

A Nasa está planejando criar um delivery comercial e robótico na Lua com a ajuda de companhias americanas. Segundo a agência especial, os Commercial Lunar Payload Services (CLPS) serão responsáveis por fazer entregas de itens variados para o satélite terrestre.

É claro que isso não significa que o Rappi ou o iFood conseguirão entregar hambúrgueres e pizzas na Lua: a ideia é que sejam entregues ferramentas e experimentos tecnológicos. Com os vôos do CLPS, a Nasa está “comprando um delivery robótico lunar completo” e “não providenciará os serviços de lançamento, tampouco será dono dos landers ou será líder das operações”.

Em comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que já comprou cinco missões comerciais lunares e deve anunciar mais uma “em breve”. “A próxima companhia mantém a Nasa no caminho de cumprir sua meta de dois deliveries CLPS por ano como parte do programa Ártemis e fará dois deliveries por ano de 2021 a 2023”, afirmou.

“Estamos animados com o progresso que fizemos com a nossa iniciativa CLPS desde sua criação há apenas dois anos, e está claro que mais consumidores querem tomar vantagem desses serviços de delivery lunares”, afirmou o gerente do projeto, Chris Culbert. “Empresas comerciais são responsáveis por vetar quaisquer cargas úteis adicionais e clientes para suas missões. A Nasa é apenas um cliente como os outros, o que nos permite focar na ciência para o programa Artemis.”

Dois landers comerciais proverão os primeiros serviços de CLPS para a Nasa em breve na Lua – um deles foi construído pela companhia Astrobotic, o outro pela Intuitive Machines. A expectativa é entregar um total de 17 cargas da agência espacial antes do final do ano. A carga inclui instrumentos e experimentos acoplados diretamente no lander ou armazenados seguramente em seus “porta-malas” até a possibilidade de um voo seguro.

A iniciativa pode facilitar a entrega de instrumentos científicos para a equipe que ficará na Lua com o objetivo de analisá-la, além de, é claro, ajudar os equipamentos que ficam no satélite em casos de mau funcionamento.

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Ciência

Oxford estuda se é possível combinar doses de diferentes vacinas contra covid-19

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O estudo contará com 820 voluntários com mais de 50 anos e analisará a combinação das vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca/Oxford

Vacinas contra covid-19: “Se descobrirmos que essas vacinas podem ser usadas indistintamente, isso aumentará muito a flexibilidade de sua distribuição” (Steve Parsons/Reuters)

A Universidade de Oxfordanunciou nesta quinta-feira (noite de quarta-feira, 3, no Brasil) o lançamento de um estudo para determinar se a combinação de duas doses de vacinas diferentes contra a covid-19 no mesmo paciente é eficaz em proteger contra a doença.

“Se descobrirmos que essas vacinas podem ser usadas indistintamente, isso aumentará muito a flexibilidade de sua distribuição”, disse o professor Matthew Snape, pesquisador de Oxford responsável pelo ensaio, em um comunicado.

O estudo, apresentado como o primeiro do mundo, envolverá 820 voluntários com mais de 50 anos e analisará a combinação das duas vacinas atualmente utilizadas no Reino Unido, a da Pfizer/BioNTech e a da AstraZeneca/Oxford.

Também avaliará a eficácia da proteção com base no espaçamento entre as duas injeções, testando um intervalo de quatro semanas, próximo ao inicialmente recomendado, e o intervalo de 12 semanas escolhido pelas autoridades britânicas para alcançar mais pessoas. Os dados iniciais sobre as respostas imunológicas devem ser gerados em junho.

A vacina da AstraZeneca também está sendo testada em combinação com a vacina russa Sputnik V, e o chefe de pesquisa da farmacêutica britânica disse que mais estudos sobre a combinação de vacinas devem ser feitos.

País mais atingido na Europa pela pandemia, com mais de 109 mil mortes, o Reino Unido concentrou todos os seus esforços na vacinação para combater uma nova onda de infecções, atribuída a uma cepa mais transmissível que obrigou o país a adotar seu terceiro confinamento no início de janeiro.

O subdiretor médico da Inglaterra, Jonathan Van-Tam, enfatizou o valor de “ter dados que possam apoiar um programa de vacinação mais flexível”, especialmente devido às “limitações da oferta”.

“É até possível que, ao combinar as vacinas, a resposta imunológica seja melhor, com níveis mais elevados de anticorpos que duram mais”, afirmou.

O Reino Unido, o primeiro país ocidental a iniciar sua campanha de imunização, já vacinou mais de 10 milhões de seus 66 milhões de habitantes, e pretende chegar a 15 milhões em meados de fevereiro, incluindo todos os maiores de 70 anos, profissionais de saúde e doentes mais frágeis.

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Existem mais de 4.000 variantes do coronavírus no mundo, diz ministro do Reino Unido

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Embora milhares de variantes tenham surgido, apenas uma pequena minoria será importante e alterará o vírus de maneira significativa

Coronavírus: milhares de variantes do coronavírus foram documentadas conforme o vírus foi se espalhando, incluindo as já conhecidas variantes britânicas, sul-africanas e brasileiras (Kaust/Ivan Viola/Divulgação)

Existem mais de quatro mil variantes do novo coronavírus em todo o mundo. O alerta foi dado esta quinta-feira, 4, pelo ministro britânico responsável pelo acompanhamento do desenvolvimento de vacinas no país, Nadhim Zahawi.

Milhares de variantes do coronavírus foram documentadas conforme o vírus foi se espalhando, incluindo as já conhecidas variantes britânicas, sul-africanas e brasileiras, que segundo estudos preliminares são mais transmissíveis.

“Todos os fabricantes, Pfizer-BioNTech, Moderna, Oxford-AstraZeneca e outros, estão procurando maneiras de melhorar suas vacinas para garantir que estamos prontos para qualquer variante – existem cerca de 4.000 variantes de covid em todo o mundo agora”, disse Zahawi ao canal de televisão Sky News.

Embora milhares de variantes tenham surgido à medida que o vírus sofre uma mutação na sua replicação, apenas uma pequena minoria será importante e alterará o vírus de maneira significativa, de acordo com o British Medical Journal.

“É muito improvável que a vacina atual não seja eficaz nas variantes, seja na britânica ou em outras, especialmente quando se trata de prevenir sintomas graves e hospitalização”, explicou o ministro britânico.

A chamada variante britânica, conhecida como VUI-202012/01, tem mutações, incluindo uma alteração na proteína spike que os vírus usam para se ligar ao receptor ACE2 humano, o que significa que provavelmente é mais fácil de detectar.

“Temos a maior indústria de sequenciamento de genoma, cerca de 50% da indústria mundial, e mantemos uma biblioteca com todas as variantes para que estejamos prontos para responder – seja no outono ou depois – a qualquer desafio que o vírus nos possa apresentar e, quem sabe, produzir a próxima vacina”, concluiu Zahawi.

Todos os vírus existentes no mundo passam por mutações – até mesmo a gripe. Isso acontece porque, uma vez no organismo humano, o vírus tende a procurar formas de evoluir geneticamente, tornando-se mais resistentes ao uso de medicamentos, por exemplo.

(Com informações da Reuters)

 

 

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segunda-feira, 1 de março de 2021

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