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Casos do novo coronavírus disparam nos EUA, e mortes passam de 1.000

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Nova York é a cidade mais atingida pela pandemia, com 280 mortes registradas até o começo desta quinta-feira (26)

Estados Unidos: país estima até 150 milhões de pessoas infectadas (Jayme Gershen/Bloomberg)

Os Estados Unidos chegaram nessa quarta-feira (25) a 1.031 mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com dados da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

São quase 70 mil casos da doença, o que coloca o país em terceiro lugar, logo atrás de Itália e da China, em relação ao número de infectados.

Algumas horas antes, o número de mortes era 827.

Nova York é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes. De acordo com números encaminhados, no início do mês, ao Congresso norte-americano, entre 70 milhões e 150 milhões de pessoas poderão ser infectadas nos Estados Unidos, que tem aproximadamente 327 milhões de habitantes.

O Senado norte-americano aprovou um plano histórico de US$ 2 trilhões de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia de covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia

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Número de pacientes em terapia intensiva na Itália cai pelo 4º dia seguido

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Atualmente, o país europeu tem 3.792 internados em terapia intensiva por causa do coronavírus, 106 pessoas a menos nas últimas 24 horas

Pacientes em tratamento intensivo: pessoas com coronavírus apresentam melhoras e deixam UTI na Itália (Foto/AFP)

O número de pacientes com coronavírus em terapia intensiva caiu pelo quarto dia consecutivo na Itália. O país já ultrapassou 17.000 mortes, com 604 novos óbitos em 24 horas.

O balanço diário da Proteção Civil indica que a península registrou 17.127 mortes de 135.586 casos (+3939 em 24 horas) desde o início da pandemia.

Atualmente, existem 3.792 internados em terapia intensiva (-106 em 24 horas) e o aumento de infecções caiu para + 2,3%. Esses números não impediram as autoridades de lançar novos pedidos de cautela e respeito às regras de confinamento.

“Cuidado com ilusões de ótica, com ilusões perigosas, estamos longe da saída da crise, de uma hipotética hora H que nos levará de volta à situação anterior”, alertou nesta terça-feira (7) o comissário extraordinário do governo italiano para o coronavírus , Domenico Arcuri, em coletiva de imprensa.

Ele alertou contra um “otimismo excessivo”, mesmo que “o balanço (…) contenha dados que mostrem uma primeira reversão parcial da tendência. Após semanas difíceis de sacrifícios, é sem dúvida um fôlego extra “, acrescentou.

Quanto ao uso de máscaras, “acho que por muito tempo muitos de nós, se não todos, precisaremos nos acostumar a usar esse instrumento de proteção”, enfatizou.

“Teremos que nos acostumar a considerar as máscaras como um dispositivo útil, até necessário”, insistiu.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte se reuniu nesta terça-feira com membros do comitê técnico-científico encarregado de assessorar a luta contra a epidemia de COVID-19.

Os italianos devem permanecer confinados até pelo menos 13 de abril e só podem sair para atividades indispensáveis, motivos de saúde ou de trabalho.

A atividade econômica foi reduzida a setores essenciais, como agricultura, indústria farmacêutica ou produção de energia.

Essas medidas serão eventualmente prolongadas, algo que a princípio parece provável, ou progressivamente reduzidas com base nas opiniões desse comitê.

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Estado de Nova York tem recorde diário de mortes em crise do coronavírus

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O atual epicentro do coronavírus registrou 731 mortos nas últimas 24 horas; Estados Unidos é o país com o maior número de casos

Nova York: estado é o atual epicentro da pandemia do novo coronavírus no mundo (Eduardo Munoz/Reuters)

O Estado norte-americano de Nova York bateu um recorde diário de mortes na pandemia do novo coronavírus, com 731 óbitos nas últimas 24 horas, mas o governador Andrew Cuomo disse que as hospitalizações estão se estabilizando, um sinal promissor para o Estado mais atingido do país.

Apesar de o número total de mortes ter chegado a 5.489, Cuomo disse em um briefing diário nesta terça-feira que está trabalhando com os governadores de New Jersey e Connecticut em um plano para retomar a vida assim que a crise ceder.

Cuomo disse que o fechamento de negócios e escolas e outras medidas de distanciamento social estão tendo o impacto esperado e incentivou a manutenção de seu cumprimento, especialmente porque a cidade de Nova York se prepara para um possível pico de hospitalizações nesta semana.

“Nosso comportamento afeta o número de casos”, disse Cuomo.

As 731 mortes novas registradas na segunda-feira assinalaram um aumento em relação às 599 mortes novas do dia anterior, enquanto as novas hospitalizações quase dobraram e chegaram a 656, contradizendo uma tendência dos últimos dias que Cuomo havia alardeado como um possível “achatamento da curva”.

Mas Cuomo alertou para que não se dê importância excessiva aos dados de um dia e enfatizou as médias de três dias, que ainda mostram uma tendência descendente no estresse sobre os hospitais estaduais. Ele ainda interpretou uma queda diárias nas internações em unidades de tratamento intensivo e uma diminuição das intubações como sinais encorajadores.

Cuomo disse que autoridades de saúde desenvolveram um regime de testes de anticorpos que foi aprovado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para uso no Estado e que as agências reguladoras estão trabalhando para aumentar sua escala.

Casos nos Estados Unidos

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou 374.329 casos de coronavírus, um aumento de 43.438 casos em relação à contagem anterior, e disse que o número de mortes aumentou em 3.154, para 12.064.

O CDC divulgou sua contagem de casos da doença respiratória, conhecida como Covid-19, com base em dados levantados até a tarde de segunda-feira, em comparação com a contagem do dia anterior.

Os números do CDC não refletem necessariamente casos relatados por Estados individualmente.

 

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Número de mortos no mundo por coronavírus passa de 75.000

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Desde o início da pandemia do novo coronavírus, mais de 1,351 milhão de casos foram registrados em 191 países

Coronavírus: quase três terços das mortes ocorreram na Europa (Denis Doyle/Getty Images)

A pandemia do novo coronavírus deixou pelo menos 75.542 mortos no mundo, sendo quase três terços na Europa, desde seu surgimento em dezembro passado na China – aponta um balanço feito pela AFP com base em fontes oficiais, às 8h (horário de Brasília) desta terça-feira (7).

Desde o início da pandemia da COVID-19, mais de 1,351 milhão de casos foram declarados oficialmente em 191 países, ou territórios.

O número de casos atestados como positivo ainda reflete, porém, apenas uma parte da totalidade dos contágios, devido às diferentes políticas estabelecidas em cada país para diagnosticá-los. Alguns países contabilizam apenas as pessoas que tiveram necessidade de internação.

As autoridades consideram que, até o momento, pelo menos 253.900 pessoas ficaram curadas da doença.

O total de mortos na Itália, que teve seu primeiro caso ligado ao vírus no final de fevereiro, chega a 16.523. O país registrou 132.547 contágios, e as autoridades italianas consideram que 22.837 pessoas se recuperaram.

Depois da Itália, os países mais afetados são Espanha, com 13.798 mortos e 140.510 casos; Estados Unidos, com 10.993 mortos (368.449 casos); França, com 8.911 mortos (98.010 casos); e Reino Unido, com 5.373 mortos (51.608 casos).

A China continental (sem contar Hong Kong e Macau), onde a epidemia explodiu no final de dezembro, tem um total de 81.740 pessoas contagiadas, das quais 3.331 morreram, e 77.167 se recuperaram plenamente. Nas últimas 24 horas, surgiram 32 novos casos, e nenhuma morte foi registrada.

Em número total de casos, os Estados Unidos são o país mais afetado, com 368.449 contaminações oficialmente diagnosticadas. Entre elas, foram 10.993 mortos e 19.865 doentes curados.

Desde segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), Malauí, Madagascar e Benin anunciaram as primeiras mortes relacionadas ao novo coronavírus.

Nesta terça, às 8h (horário de Brasília), e desde o início da epidemia, a Europa somava 53.928 mortos (708.951 contágios); Estados Unidos e Canadá, 11.332 óbitos (384.947 casos); Ásia, 4.308 (122.348); Oriente Médio, 4.083 (81.952); América Latina e Caribe, 1.353 (35.842); África, 493 (10.005); e Oceania, 45 (6.962).

Este balanço foi feito com base em dados dos governos nacionais compilados pelas redações da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

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Zona do Euro busca resposta à crise, e debate seu próprio futuro

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Nesta terça-feira, os ministros das Finanças dos países da zona do euro terão um encontro virtual para discutir os estímulos econômicos em reação à crise

Madrid: temor de que estímulos fiscais não sejam eficientes neste momento na Europa (Sergio Perez/Reuters)

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Japão se prepara para declarar emergência e lançar pacote de US$ 1 tri

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Pacote prevê repasses diretos de dinheiro a famílias afetadas e empréstimos a juro zero para empresas

Shinzo Abe: “Até agora não recebemos nada oficial, mas nos preparamos, partindo do princípio de que Tóquio estará entre as regiões incluídas no estado de emergência” (AFP/AFP)

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou nesta segunda-feira que seu governo planeja declarar estado de emergência no país em consequência do coronavírus e propôs um pacote de ajuda de um trilhão de dólares para combater os efeitos da pandemia sobre a economia.

“Esperamos declarar o estado de emergência a partir de amanhã (terça-feira) depois de ouvir a opinião do painel de especialistas”, disse Abe à imprensa, antes de informar que o governo deve apresentar um pacote de 108 trilhões de ienes para auxiliar a terceira maior economia do planeta. O valor corresponde a cerca de US$ 1 trilhão de dólares.

O pacote prevê repasses diretos de dinheiro a famílias afetadas e empréstimos a juro zero para empresas.

“Estamos vendo um rápido aumento de novas infecções, em particular em áreas urbanas como Tóquio e Osaka,” afirmou Abe.

Estas duas grandes cidades e outros cinco municípios estariam incluídos no estado de emergência, completou.

Apesar de ser vizinho de China, berço do novo coronavírus, o Japão foi muito menos afetado pela pandemia de COVID-19 que a Europa ou Estados Unidos. O balanço mais recente do país registra 3.650 casos e 73 mortes.

Mas o número de contágios aumentos consideravelmente nas últimas duas semanas, principalmente em Tóquio, que registrou 148 novos contágios no domingo, um novo recorde local.

Isto aumentou a pressão sobre o governo para intensificar a resposta à pandemia. Além disso, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, pediu no fim de semana à população que adote o ‘home office’ e evite as saídas não indispensáveis.

“Até agora não recebemos nada oficial, mas nos preparamos, partindo do princípio de que Tóquio estará entre as regiões incluídas no estado de emergência”, declarou Koike nesta segunda-feira.

O estado de emergência deve ser limitado a algumas regiões e não deve incluir medidas de confinamento tão drásticas como as que estão em vigor em muitos países.

Concretamente, os governadores das regiões afetadas poderão “solicitar” aos moradores que permaneçam em suas casas e aos comércios não essenciais que suspendam suas atividades.

As autoridades também poderão requisitar terrenos ou edifícios com fins médicos, mas não devem impor um confinamento obrigatório, com sanções em caso de descumprimento. O sistema seria baseado na disciplina cidadã.

 

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Falta de remédios obriga França a autorizar uso de anestésico de cavalos

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Medicamento com base em propofol será utilizado em pacientes humanos com doenças graves

Anestesia: medicamento à base de propofol utilizado em cavalos será usado em pacientes humanos (ChaNaWiT/Getty Images)

A falta de medicamentos na França fez o governo autorizar o uso de um anestésico utilizado em cavalos para tratar pacientes de doenças graves e que estão internados em UTIs dos hospitais do país.

Com base em propofol, a medicação pode substituir os anestésicos comuns que estão em falta por conta da crise do novo coronavírus. Segundo a Agência Nacional de Segurança de Medicamentos (ANSM), os estoques franceses estão muito baixos e o consumo de medicamentos como curare, midazolam e o próprio propofol aumentou 2.000% nas últimas semanas.

A decisão de utilizar um medicamento veterinário não foi por acaso e já estava prevista pelo Estado de Emergência Sanitária imposto pela França para combater a pandemia da covid-19. “Esta é apenas uma peça suplementar que irá contribuir para atender o número importante de pacientes em reanimação”, explicou a ANSM.

 

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