20.5 C
Brasília
quinta-feira, 22/01/2026

Caso Master vira notícia na revista The Economist

Brasília
chuva moderada
20.5 ° C
20.5 °
19.5 °
88 %
1.5kmh
100 %
sex
24 °
sáb
22 °
dom
23 °
seg
25 °
ter
20 °

Em Brasília

A revista britânica The Economist publicou um artigo sobre a falência do Banco Master, destacando as conexões políticas e judiciais envolvidas, que abalaram a confiança nas instituições brasileiras.

O artigo detalha a trajetória do banco após Daniel Vorcaro assumir a presidência em 2019. Sob sua liderança, o banco investiu em imóveis, jatos particulares, um hotel de luxo e até um time de futebol, além de gastar mais de US$ 3 milhões na festa de 15 anos da filha do presidente. O modelo de negócios baseava-se na venda de certificados de depósito bancário com juros elevados.

Durante a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), o Banco Central identificou graves problemas financeiros, incluindo a comercialização de carteiras de crédito sem valor econômico. Vorcaro foi preso ao tentar embarcar para Dubai em um jato particular. O Fundo Garantidor de Crédito deverá pagar entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões aos depositantes, a maior indenização desse tipo na história do Brasil.

A publicação destaca que o caso expôs uma rede complexa de relações entre empresários, políticos e membros do Judiciário em Brasília, prejudicando a reputação do Supremo Tribunal Federal e do Congresso.

O artigo menciona também o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, citando contratos milionários entre o banco e escritórios ligados à sua família, levantando suspeitas de irregularidades. Contatos entre Moraes e o presidente do Banco Central antes da liquidação do banco também alimentaram dúvidas sobre a imparcialidade das autoridades.

Além disso, o ministro Dias Toffoli é citado por suas viagens e investimentos que levantaram questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, embora sem provas diretas. A proposta do ministro Edson Fachin de um código de ética inspirado na Corte Constitucional da Alemanha não avançou entre os colegas.

Por fim, The Economist avalia que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi o principal personagem fortalecido pela crise.

Veja Também