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segunda-feira, 23/03/2026




Casal gay atacado com faca em São Paulo busca provas do crime

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Em Brasília

Lucas Osiak, médico de 28 anos, está se recuperando após ser atacado com uma faca enquanto voltava para casa no centro de São Paulo. No dia 7 de fevereiro, ele e seu namorado, Yuri, 27 anos, foram esfaqueados na Rua Consolação. A polícia ainda não identificou os responsáveis, e o casal tem procurado vídeos que possam ajudar na investigação.

Nenhum objeto foi roubado durante o ataque, o que fez com que o casal suspeitasse que o motivo fosse homofobia. Eles estão tentando preservar provas enquanto aguardam a conclusão da análise pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

O ataque aconteceu quando o casal retornava de um encontro com amigos em um café. Lucas Osiak relatou que a rua estava escura, mas com movimento normal para um sábado à noite. De repente, seu namorado gritou, foi puxado pela cabeça, e Lucas sentiu uma faca em seu pescoço. Eles foram atacados sem nenhuma palavra ou aviso prévio, o que inicialmente fez Lucas pensar que se tratava de um assalto. Ele só entendeu o real motivo quando acordou na UTI.

Um carro da polícia passava pelo local e socorreu o casal, que foi levado ao hospital. O boletim de ocorrência, registrado como agressão pelos próprios policiais, não indicava claramente o motivo. Após recuperar a consciência, Lucas começou a suspeitar que o crime tivesse motivação homofóbica, já que nada foi roubado.

Em busca de respostas, Lucas e Yuri procuraram imagens de câmeras de segurança da região. Um investigador mostrou a Lucas imagens do resgate, o que deu esperança de identificar os agressores. Contudo, semanas depois, eles descobriram que a investigação não havia avançado e que as imagens não tinham sido registradas na delegacia. A investigação foi transferida para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O casal enfrentou um processo difícil para assegurar que as imagens fossem preservadas e acessadas pela polícia. Por meio da Justiça, solicitaram a preservação das provas e conseguiram que algumas imagens fossem guardadas por uma empresa, embora ainda não as tenham visto.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que o caso foi transferido para o DHPP e que a investigação está em andamento na Decradi, especializada em crimes de homofobia.

Lucas Osiak ainda está em recuperação física e emocional. Ele relata dificuldades na fala e precisará de acompanhamento com fonoaudióloga, além de suporte psicológico para recuperar a confiança e retomar sua rotina. Segundo ele, não pretende mudar de local, pois acredita que o ataque poderia ter ocorrido em qualquer lugar. Eles receberam relatos de outros casos de violência motivada por homofobia e que atingem minorias.




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