Joana, 39 anos, compartilha como a Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, a ajudou a superar dez anos de violência física e psicológica em um relacionamento abusivo. Ela buscou ajuda no local em 2022, após ser encaminhada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal.
Desde a reabertura em 2021 pelo Governo do Distrito Federal, a casa já atendeu 10.933 mulheres, com 40.340 atendimentos incluindo acolhimento, apoio psicológico, orientação jurídica e encaminhamentos para a rede de proteção. Joana participou de cursos de cabeleireira, design de sobrancelha e alongamento de unhas, alcançando independência financeira. Também recebeu suporte psicológico para reconstruir sua autoestima e compreender as violências sofridas. No local, obteve informações sobre benefícios sociais, apoio jurídico para pensão alimentícia, inclusão em programas de proteção e medidas contra o agressor.
Selma de Melo, assessora especial da Subsecretaria de Promoção da Mulher, ressalta que muitas mulheres encontram acolhimento e aprendem a viver com autonomia na casa, que funciona 24 horas, oferecendo ainda alojamento e serviços para órfãos de feminicídio.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que a Casa da Mulher Brasileira é a realização prática da Lei Maria da Penha, atuando na prevenção e proteção. Entre 2022 e 2025, o número de mulheres atendidas saltou de pouco mais de mil para 6.265, somando 13.009 atendimentos, graças a ações itinerantes e parcerias que promovem saúde, autoestima e autonomia.
O Distrito Federal ampliou a rede de proteção com novos Centros de Referência da Mulher em Recanto das Emas, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Sobradinho II, que oferecem terapia individual. O governo também iniciou a construção de uma nova Casa da Mulher Brasileira na Asa Sul, no Plano Piloto, para atender mulheres de todo o DF.
Denúncias de violência podem ser feitas presencialmente ou pelos canais telefônicos 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 156 opção 6 (Central 156 do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e pelo serviço Maria da Penha Online.

