O perfil oficial da Casa Branca se tornou motivo de zombaria nas redes sociais após a publicação, na sexta-feira (23/1), de uma imagem gerada por inteligência artificial que apresenta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhando em uma paisagem nevada ao lado de um pinguim, em referência à Groenlândia.
Essa publicação, feita no X (antigo Twitter), acompanhada das bandeiras dos EUA e da Groenlândia, tinha a legenda “Abrace o pinguim”. A tentativa parecia ser uma demonstração bem-humorada de apoio aos interesses americanos na região, mas acabou desencadeando uma série de críticas e comentários irônicos.
Logo os usuários notaram um erro geográfico: pinguins não vivem no Ártico, que inclui a Groenlândia, uma região do Hemisfério Norte. Essas aves são nativas exclusivamente do Hemisfério Sul, com maior concentração na Antártida e arredores.
Internautas comentaram: “Vocês não sabiam que pinguins não vivem no Ártico, só na Antártida?”, e “Não há pinguins na Groenlândia”. Outros ainda brincaram com a situação, dizendo que até crianças sabem que pinguins vivem no sul do planeta.
A imagem viralizou rapidamente, acumulando milhões de visualizações e milhares de comentários que destacavam o equívoco.
Especialistas lembraram que a fauna da Groenlândia é bastante distinta, formada por animais como ursos polares, renas e raposas-do-ártico, mas sem pinguins. Cerca de 80% da ilha está coberta por gelo, e apenas nove espécies de mamíferos terrestres são nativas da região.
Vale lembrar que esta não foi a primeira confusão envolvendo o governo americano e a Groenlândia. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Donald Trump confundiu a Groenlândia com a Islândia em discursos sobre a OTAN.
A Groenlândia é um território autônomo ligado à Dinamarca, considerado estratégico pelos Estados Unidos devido à sua posição no Ártico, motivo pelo qual os EUA mantêm bases militares na região.
