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Casa Branca anuncia saída formal dos EUA da OMS

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A OMS tem sido uma das maiores entidades à frente do combate à pandemia do novo coronavírus

Trump: Estados Unidos se retiraram formalmente da OMS, afirmou nesta terça-feira, 7, uma autoridade do governo americano (Amanda Voisard for The Washington Post/Getty Images)

Os Estados Unidos se retiraram formalmente da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou nesta terça-feira, 7, uma autoridade da Casa Branca. A notificação foi enviada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, segundo a fonte, e a retirada entrará em vigor em 6 de julho de 2021.

Em maio, o presidente americano, Donald Trump, havia anunciado que retiraria os EUA da agência da ONU, pelo que ele qualificou como um viés favorável à China. A OMS tem sido uma das entidades à frente da coordenação de uma resposta global à pandemia do novo coronavírus.

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Índia atinge recorde de vacinação contra Covid com distribuição gratuita

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O país está usando doses da vacina AstraZeneca fabricadas domesticamente e a Covaxin da empresa indiana Bharat Biotech

Vacinação contra Covid em Nova Délhi. (Adnan Abidi/Reuters)

NOVA DÉLHI (Reuters) – A Índia iniciou nesta segunda-feira uma campanha de âmbito nacional de administração de vacinas contra Covid-19 gratuitas a todos os adultos e atingiu recorde de 5 milhões de doses, depois de semanas de críticas segundo as quais uma distribuição caótica provocou escassez aguda e intensificou uma segunda onda mortal que matou centenas de milhares em abril e maio.

No início deste mês, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, reverteu uma diretriz que instruía os Estados a fazerem suas próprias encomendas às farmacêuticas e a administrar doses a pessoas de 18 a 45 anos juntamente com hospitais particulares.

Como a maioria dos Estados está fechando centros de vacinação para a população mais jovem alegando escassez, uma maioria procurou hospitais particulares que cobravam de 9 a 24 dólares por dose, e as defasagens de suprimentos entre áreas urbanas e rurais aumentou.

O país está usando doses da vacina AstraZeneca fabricadas domesticamente e a Covaxin da empresa indiana Bharat Biotech. O governo indiano está tentando obter vacinas estrangeiras, como a da Pfizer, e descartou regras rígidas para permitir importações mais rápidas.

Especialistas alertam para uma possível terceira onda, já que somente cerca de 5% de todas as 950 milhões de pessoas autorizadas está totalmente inoculada com duas doses, apesar de as infecções diárias terem caído neste mês.

Na últimas 24 horas, a Índia relatou 53.256 infecções, a menor cifra desde 24 de março. As infecções atingiram um pico de cerca de 400 mil por dia em maio, e as mortes dispararam para cerca de 170 mil em abril-maio.

Como a maioria das cidades começa a suspender as restrições de lockdown, especialistas alertam que uma reabertura rápida poderia complicar o programa de vacinação – que precisa ser ao menos quatro vezes mais veloz.

As vacinações diárias atingiram um pico de 4,5 milhões no dia 5 de abril, mas desde então diminuem acentuadamente. Nos últimos 30 dias, a Índia aplicou uma média de 2,7 milhões de doses por dia.

Em Maharashtra, Estado do oeste que foi o mais atingido pela segunda onda, autoridades disseram que pessoas de 30 a 45 anos serão uma prioridade agora que os suprimentos escasseiam.

“Temos um estoque suficiente, que esperamos durar pelos próximos três a quatro dias, mas não vislumbramos suprimentos de estoque depois disso”, disse Santosh Revankar, autoridade de saúde de alto escalão do organismo civil de Mumbai, à Reuters.

O Estado permitiu que alguns negócios voltem a funcionar e suspendeu parcialmente as restrições ao transporte público, mas mantendo toques de recolher nos finais de semana em algumas cidades.

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Revés para Macron e Le Pen em eleição com abstenção recorde na França

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Nem um único candidato do jovem partido presidencial República em Marcha (LREM), nem seus aliados centristas lideraram a votação em nenhuma das 13 regiões da França metropolitana

Presidente francês Emmanuel Macron. (Ian Langsdon/Reuters)

A derrota sofrida no domingo (20) pela extrema direita de Marine Le Pen e pela maioria presidencial centrista de Emmanuel Macron, no primeiro turno das eleições regionais francesas, parece lançar dúvidas sobre o anunciado duelo para a presidencial de 2022.

Nem um único candidato do jovem partido presidencial República em Marcha (LREM), nem seus aliados centristas lideraram a votação em nenhuma das 13 regiões da França metropolitana.

O fracasso da estratégia presidencial foi ainda mais severo na região Provença-Alpes-Costa Azul, para onde o chefe de Estado enviou nada menos que cinco de seus ministros para a batalha.

A derrota do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen, também foi avassaladora, com um resultado bem inferior ao previsto pelas pesquisas.

O RN ficou em primeiro lugar em uma única região contra seis nas regionais de 2015.

“É claro que estamos nos questionando”, disse o vice-presidente do RN, Jordan Bardella, à rádio RMC.
“Há um segundo turno e os eleitores terão outra oportunidade de se expressar”, acrescentou, ao destacar que as eleições ainda não acabaram.

Em contrapartida, para surpresa de muitos, a direita tradicional prevaleceu em seis regiões, com o partido Os Republicanos (LR) sendo a força dominante em nível nacional, enquanto a esquerda tradicional, liderada pelos socialistas, ficou em primeiro em cinco regiões.

“Tal como nas eleições municipais (de 2020), o velho mundo mostra que ainda está de pé”, avaliou o cientista político Bruno Cautrès.

Trampolim para a direita tradicional?

Embora a participação historicamente baixa complique qualquer interpretação dos resultados, a boa posição no primeiro turno da direita e da esquerda tradicionais soa como um desafio ao cenário pré-traçado de um duelo Macron-Le Pen no segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Duas figuras da direita, Xavier Bertrand e Valérie Pécresse, atuais presidentes de suas respectivas regiões e potenciais adversários da dupla Macron-Le Pen, têm uma clara vantagem em seus redutos.
E os resultados podem servir de trampolim para o próximo ano.

“É um tapa na cara de Emmanuel Macron e do Executivo”, analisa o cientista político Philippe Moreau-Chevrolet, para quem a estratégia de “destruir a direita tradicional para instalar um duelo Macron-Le Pen em 2022 é um fracasso”.

Depois de sua “viagem pela França” para se encontrar novamente com os franceses após a pandemia, o presidente planeja apresentar até meados de julho uma reorientação do seu mandato de cinco anos, para um projeto que vai além de 2022, segundo seu círculo próximo.

A taxa de abstenção (mais de 60%) – a mais elevada desde pelo menos 1958 – surpreendeu os observadores e levou a especulações sobre as causas.

A falta de campanha pública devido às restrições da covid-19 parece ter desempenhado um papel, assim como o clima quente de verão que afastou as pessoas das urnas após meses de confinamento.

“São eleições marcadas pela saída da pandemia e pela indiferença dos franceses em relação ao que está em jogo nessas eleições”, comentou Brice Teinturier, diretor do departamento eleitoral da Ipsos, à rádio France Inter.

“Para os franceses, o evento importante será a eleição presidencial”, disse ele, contrastando o humor do país com as últimas eleições regionais de 2015, quando o país estava no auge da tensão dos ataques terroristas.

No entanto, a tendência de aumento da abstenção é evidente há anos, mesmo nas últimas eleições parlamentares e presidenciais de 2017.

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Variante Delta circula em 92 países e é fonte de preocupação, diz OMS

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Epidemiologista americana reforçou que as medidas de distanciamento e saúde pública funcionam na prevenção contra a cepa

(Tauseef Mustafa/AFP)

A variante Delta do coronavírus circula atualmente em 92 países. A informação foi dada pela líder técnica da resposta da Organização Mundial de Saúde (OMS) à pandemia de covid-19, Maria Van Kerkhove, em entrevista coletiva da entidade. “Essa cepa tem demonstrado uma maior taxa de contaminação […], mas ainda não temos conhecimento de que sua taxa de mortalidade seja mais elevada”, afirmou.

A epidemiologista americana reforçou que as medidas de distanciamento e saúde pública funcionam na prevenção contra a cepa. “Ainda estamos aprendendo, mas estamos preocupados, uma vez que a variante Delta tem continuamente se espalhado de maneira rápida pelos países.”

Kerkhove ressaltou que estudos demonstram que as vacinas já existentes são eficazes contra a cepa Delta, ainda que ocorra redução da neutralização do vírus. Mas pontuou que é possível que, em algum momento, “haja uma constelação de variantes e que as vacinas percam sua eficácia”.

O diretor executivo, Michael Ryan, insistiu na necessidade de que todos os indivíduos suscetíveis a condições mais severas da doença, como pessoas com comorbidade e idosos, sejam vacinados ao redor do mundo. “Esse vírus tem potencial de ser mais letal por ser mais facilmente transmissível entre humanos e encontrará essas pessoas mais vulneráveis”, afirmou.

O comando da OMS disse que já enviou vacinas a “mais de 131 países”, no âmbito da Iniciativa Covax.

No total, já foram despachadas mais de 90 milhões de doses, informou a entidade.

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China reforça munição na batalha de semicondutores com os EUA

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Xi Jinping escolheu um de seus homens fortes no governo para conduzir uma grande iniciativa para ajudar fabricantes a superar as sanções impostas pelos EUA

(Kevin Lamarqu/Reuters)

O presidente chinês, Xi Jinping, está retomando um esforço de anos para alcançar a autossuficiência em tecnologia. Ele escolheu um de seus homens fortes no governo para conduzir uma grande iniciativa para ajudar fabricantes de semicondutores do país a superar as sanções impostas pelos EUA.

Liu He é o czar econômico de Xi que cuida de uma ampla variedade de segmentos — do comércio exterior a finanças e tecnologia. Foi ele o convocado para comandar o chamado desenvolvimento de chips de terceira geração, além de uma série de medidas de apoio público e financeiro para essa tecnologia, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto e pediram anonimato para falar com a imprensa.

Trata-se de um ramo nascente que depende de novos equipamentos e materiais que vão além do silício tradicional. É uma arena que nenhuma empresa ou nação domina ainda, proporcionando a Pequim uma grande chance de contornar os obstáculos colocados a suas fabricantes de chips pelos EUA e seus aliados. As sanções, que vieram durante a presidência de Donald Trump, já sufocaram a operação de smartphones da Huawei Technologies e impedem fabricantes de semicondutores — incluindo a HiSilicon, da Huawei, e a Semiconductor Manufacturing International — de avançar na direção de tecnologias mais avançadas de fabricação de wafers, ameaçando as ambições tecnológicas da China.

“A China é quem mais usa chips no mundo, então a segurança da cadeia de abastecimento é alta prioridade”, disse Gu Wenjun, analista-chefe da firma de pesquisas ICwise. “Não é possível para nenhum país controlar toda a cadeia de abastecimento, mas o esforço de um país é definitivamente mais forte do que o de uma única empresa.”

O envolvimento de um dos indivíduos de maior confiança de Xi destaca a importância que Pequim atribui à iniciativa, que ganha urgência à medida que EUA, Japão e Coréia do Sul agem para apoiar seus fabricantes domésticos. O presidente chinês há muito tempo pede apoio de seu conselheiro formado em Harvard para lidar com questões de alta prioridade. Ele foi escolhido para ser o principal representante nas negociações comerciais com os EUA e presidente do Comitê de Desenvolvimento e Estabilidade Financeira, onde conduz o programa para reduzir os riscos no setor financeiro do país, que movimenta mais de US$ 5 trilhões.

Em maio, Liu comandou o encontro da força-tarefa de tecnologia que discutiu a expansão de tecnologias de semicondutores de última geração. Aos 69 anos, o vice-premiê, que encabeça a força-tarefa da renovação tecnológica do país desde 2018, também supervisiona projetos capazes de alavancar a fabricação tradicional de semicondutores, incluindo o desenvolvimento de software nacional de design de chips e máquinas de litografia ultravioleta extrema, segundo uma das fontes.

O Conselho de Estado e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação não responderam às solicitações de comentário da reportagem.

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Com eficácia de 47%, vacina da CureVac contra covid-19 falha em teste

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Estudo foi feito com 40 mil voluntários na Europa e América Latina

CureVac’s© REUTERS/Yves Herman

A empresa de biotecnologia alemã CureVac NV informou nessa quarta-feira (16) que sua vacina contra covid-19 foi só 47% eficaz em um teste de estágio avançado, ficando aquém do objetivo principal do estudo e causando dúvidas sobre a possível entrega de centenas de milhões de doses à União Europeia (UE).

A baixa eficácia da vacina, conhecida como CVnCoV, foi mostrada em uma análise provisória baseada em 134 casos da doença, em estudo com cerca de 40 mil voluntários na Europa e na América Latina.

As apostas para a CureVac e para possíveis compradores europeus da vacina aumentaram depois que limites de idade foram impostos no uso dos imunizantes da Johnson & Johnson e da AstraZeneca, devido a problemas de coagulação extremamente raros, mas potencialmente fatais.

Também se esperava que a vacina da CureVac ajudasse países de renda baixa e média, que estão muito atrás de nações mais ricas no esforço global de imunização.

Firmando os únicos acordos grandes de suprimento com a CureVac, a UE garantiu em novembro até 450 milhões de doses da vacina, das quais 180 milhões são opcionais. O negócio veio após um memorando de entendimentos firmado com a Alemanha para a entrega de mais 20 milhões de doses.

Negociadas na bolsa dos Estados Unidos, as ações da CureVac caíram 50,6% e ficaram em US$ 46,81 após o pregão, na esteira da publicação dos dados.

A empresa disse que ao menos 13 variantes do vírus respondem pelas infecções na população estudada. Agência Brasil

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Pandemia teve impacto na deterioração da paz mundial, diz relatório

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Levantamento é do Instituto de Economia e Paz, divulgado hoje

Policiais atuam na instável região de Jawzjan, no Afeganistão© Radio France Internationale – Reuters

A pandemia covid-19 teve “impacto significativo” nos níveis de conflito e violência no mundo, resultando em mais agitação civil e instabilidade política, diz a organização não governamental (ONG) Instituto de Economia e Paz (IEP) em relatório publicado hoje (17)

Segundo a edição de 2021, com dados relativos a 2020, o “Índice Global de Paz” caiu 0,07% comparado ao ano anterior, com melhorias identificadas em 87 países e deteriorações em 73.

“A pandemia de covid-19 teve impacto significativo no nível de paz em todo o mundo em 2020”, diz o relatório, acrescentando que os confinamentos e outras restrições ajudaram a diminuir crimes violentos e homicídios no início, mas os níveis voltaram ao normal.

A violência doméstica também aumentou em todo o mundo, mas conflitos e crimes de ódio parecem ter caído.

“No início da pandemia covid-19, houve uma série de indicadores que melhoraram, como os crimes, homicídios e a instabilidade social, mas voltaram a aumentar, incluindo 5 mil manifestações violentas relacionadas com a pandemia entre janeiro de 2020 e abril de 2021 por todo o mundo”, afirmou hoje o fundador e diretor do IEP, Steve Killelea, em apresentação à imprensa.

O empresário australiano disse que a pandemia “exacerbou tensões em alguns países” e que, “se a situação económica difícil persistir, é provável que agitação social e instabilidade política aumentem”.

Portugal desceu uma posição no índice, para quarto lugar, atrás da Islândia, Nova Zelândia e Dinamarca, que usa vários indicadores sobre conflitos em nível nacional e internacional, segurança da sociedade e militarização.

O Timor-Leste, na 56ª posição da tabela, a Guiné Equatorial (62ª), Angola (80ª), Guiné-Bissau (99ª), Moçambique (103ª) são os outros países lusófonos incluídos na 15ª edição do Índice, que cobre 163 países e territórios independentes, equivalentes a 99,7% da população.

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe não estão incluídos..

O Afeganistão é o país menos pacífico pelo quarto ano consecutivo, seguido pelo Iêmen, a Síria, o Sudão do Sul e Iraque.

A Europa é a região mais pacífica, enquanto a América do Norte registrou a pior deterioração regional devido à agitação civil e manifestações violentas nos Estados Unidos relacionadas com a conjuntura política, como as eleições presidenciais e protestos antirracismo.

O relatório identifica ainda a Guiné Equatorial, o Timor Leste e Angola entre os dez países com maior risco de aumento da violência nos próximos cinco anos devido ao elevado “déficit de paz positiva”.

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