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domingo, 12/04/2026

Carteira Ciptea ajuda pessoas com autismo no Distrito Federal

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Em Brasília

Aline Campos, de 45 anos, descobriu em 2022 que ela e seu filho João, de 13 anos, têm Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foi então que ela passou a conhecer a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), através de um evento promovido pela Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Atualmente, mais de 21 mil pessoas com TEA estão cadastradas no Cadastro da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (CADPcD) e podem solicitar a Ciptea. Este documento funciona como uma identificação oficial para pessoas com deficiência, garantindo acesso a direitos, benefícios sociais e políticas públicas especiais.

Entre os benefícios disponíveis estão o programa DF Acessível, que oferece transporte porta a porta para casos aprovados, além de isenções de impostos como IPVA, IPI e IOF na compra de veículos, após avaliação adequada. Outros benefícios incluem contatos de emergência para situações de crise, atendimento prioritário em estabelecimentos públicos e privados, e vagas de estacionamento exclusivas oferecidas pelo Detran.

Segundo o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha, “a Ciptea não é só um documento, é uma ferramenta de cidadania. Ela dá visibilidade às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e assegura que seus direitos sejam respeitados em todas as situações. No Distrito Federal, estamos focados em transformar políticas públicas em ações reais que ajudem as famílias.”

Para Aline e João, a carteira tem facilitado o dia a dia, especialmente pelos contatos de emergência e as vagas de estacionamento, que fornecem suporte importante. João aponta que a carteira melhora o reconhecimento e a conscientização das pessoas, contribuindo para mais respeito e menos bullying.

O pedido da Ciptea é feito pela internet. É preciso preencher um formulário com os dados pessoais e enviar RG, CPF, foto 3×4, comprovante de residência e laudo médico de psiquiatra ou neurologista. Para diagnósticos na fase adulta, o laudo deve conter uma conclusão detalhada. Após análise e aprovação, a carteira digital estará disponível para download.

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