O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta após sua derrota na eleição, que apareceu com pelo menos quatro versões diferentes nesta quarta-feira (28). As versões mudam o brasão da página e a forma como ele se apresenta, trocando títulos como “presidente eleito” e “líder do Brasil”.
Ele foi derrotado pelo presidente Lula e viajou para os Estados Unidos. Na carta, Flávio diz que quer liderar a oposição de fora do país e repete acusações sem provas sobre fraude na eleição.
Dois arquivos em PDF foram analisados: um com o brasão antigo intitulado “Estados Unidos do Brazil”, um nome usado no passado, e outro com “República Federativa do Brasil”, usado atualmente. O primeiro aparece datado às 16h38 em Brasília. O brasão antigo usa a grafia “Brazil” com z, que não é mais oficial desde 1931.
Um dos PDFs mostra uma assinatura digital da OpenAI, ligada ao uso do ChatGPT, mas não esclarece se a ferramenta ajudou a escrever ou só preparar o documento.
A carta original que Flávio postou nas redes sociais às 17h19 o chamou de “verdadeiro presidente do Brasil”, sem a palavra “eleito”. Depois, ele mudou o texto para “líder do Brasil” às 17h41, alterando também a formatação do nome no final da carta.
Aliados de Flávio se afastaram das acusações de fraude. O senador Rogério Marinho, que ajudou na campanha, chamou a carta de “desabafo” e disse que nem ele nem o partido podem afirmar que houve fraude, pois não há provas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entende a insatisfação de Flávio, mas defendeu que se respeite o resultado das urnas. Ele afirmou que a eleição terminou e é hora de seguir em frente.

