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quinta-feira, 12/02/2026

Carreta no DF oferece exames de câncer para indígenas Xavante e Xingu

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Dezessete mulheres indígenas dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Xavante e Xingu, do Mato Grosso, foram atendidas recentemente pelo programa Agora Tem Especialistas em uma carreta de saúde da mulher instalada em Taguatinga, Distrito Federal.

Os atendimentos incluíram ultrassonografias das mamas, mamografias, biópsias e exames do colo do útero, importantes para a detecção precoce do câncer de mama e câncer do colo do útero. Para garantir o respeito às diferenças culturais, uma tradutora ajudou as pacientes, já que muitas não falam português.

Após os exames, as mulheres fizeram uma dança tradicional para expressar sua gratidão. Nilton Pereira Júnior, diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, destacou a importância desse momento especial para as indígenas.

A indígena Xavante Evalina Pewewawe, de 42 anos, disse que ficou muito feliz em poder cuidar da saúde sem precisar esperar muito tempo e em um ambiente acolhedor, junto ao seu povo.

As mulheres estavam hospedadas na Casa de Saúde Indígena de Brasília (Casai) e tiveram os procedimentos organizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, aproveitando a proximidade geográfica. O Brasil conta com 70 Casas de Saúde Indígena, localizadas em centros urbanos próximos a territórios indígenas, incluindo Brasília e São Paulo, que atendem pacientes de todo o país.

A carreta estava estacionada no Hospital Regional de Taguatinga e já realizou mais de 2,5 mil atendimentos no Distrito Federal. O programa funciona com agendamento e encaminhamento pelo gestor local, atendendo com uma equipe multiprofissional, incluindo médico e enfermeiros. Até agora, as unidades móveis atenderam 100 regiões no país, eliminando filas para mamografias em locais como Ceilândia e Taguatinga, oferecendo também exames para saúde da mulher e oftalmologia.

Essa iniciativa faz parte dos esforços do Ministério da Saúde para melhorar o atendimento à saúde indígena pelo SUS. Lucinha Tremembé, secretária adjunta de Saúde Indígena, ressaltou que aumentando o número de exames e consultas, o programa agiliza e garante a continuidade dos tratamentos.

Além das carretas, mutirões de cirurgias realizados no ano passado atendem milhares de indígenas nos DSEIs Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari, Xavante e na Casai Yanomami, com especialidades como cardiologia, ginecologia e oftalmologia. Este ano, iniciou o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicas no DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes, com cirurgias de catarata até 22 de fevereiro. Novas fases dos mutirões estão previstas para os DSEIs Xavante e Médio Rio Solimões, assim como um projeto de capacitação para profissionais que atuarão em futuras expedições.

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