CARLOS VILLELA
FOLHAPRESS
As polícias do Paraná e do Rio Grande do Sul investigam dois casos distintos de ato de violência contra cães comunitários nesta terça-feira (27).
Em Toledo, no Paraná, o cachorro chamado Abacate foi atingido por um tiro e morreu no bairro Tocantins, onde residia. Ainda não há informações sobre quem efetuou o disparo.
Já em Campo Bom, Rio Grande do Sul, um policial militar usou uma bala de borracha para alvejar o cão Negão durante uma abordagem a três homens.
Esses episódios acontecem um dia após a Polícia Civil de Santa Catarina realizar buscas relacionadas a um ataque contra o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, que levou o animal à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Quatro adolescentes são suspeitos de agredir o animal com pauladas.
Em Toledo, moradores encontraram o Abacate ferido com um tiro e o levaram para atendimento veterinário. Embora tenha passado por exames e cirurgia, o cachorro não resistiu.
De acordo com o delegado Alexandre Macorin, da Delegacia de Polícia de Toledo, há indícios de que o tiro foi intencional e atingiu órgãos vitais do animal. A polícia já ouviu uma testemunha que pode ajudar a identificar o responsável.
O delegado pede para que a população que tenha informações adicionais contacte a polícia e evite fazer acusações precipitada nas redes sociais para não atrapalhar as investigações.
No Rio Grande do Sul, o cachorro Negão não teve ossos quebrados segundo exame de raio-x e foi acolhido por uma organização de proteção animal, onde ficará internado para tratamento.
O policial que atirou alegou que o cão o atacou durante a abordagem, mas a vereadora Kayanne Braga contestou essa versão, dizendo que imagens de câmeras mostram que o cachorro não atacou o policial, e sim que o policial pisou no pé do animal, que apenas latiu.
A vereadora ressaltou que o Negão vive há anos na comunidade e nunca foi agressivo.
A identidade do policial não foi divulgada.
A Secretaria de Segurança Pública declarou que a Brigada Militar foi orientada a apurar os fatos imediatamente e que a corregedoria está responsável pela investigação sobre a abordagem e a ação do policial.
