A região de Candangolândia está avançando na área da saúde mental com a liberação de um terreno para a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi). Esta nova unidade não beneficiará apenas Candangolândia, mas também cidades vizinhas.
O administrador regional, Marcos Paulo, explicou que a conquista do terreno foi um esforço coletivo envolvendo várias áreas do governo. “Foi uma luta de muitas pessoas para que esse momento, ainda em andamento, chegasse, trazendo o CAPSi para Candangolândia”, afirmou.
Um papel importante nessa conquista foi do conselheiro tutelar Luiz Edgar, que destacou a relevância do CAPSi para Candangolândia e outras regiões próximas como Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo 1 e 2, Guará, Estrutural, SIA, Park Way e Cidade do Automóvel. “Todas essas áreas serão beneficiadas”, falou.
Luiz Edgar ressaltou que “inclusão sem terapia é abandono”, reforçando a importância do centro. O CAPSi atende crianças e adolescentes até 17 anos com transtornos mentais graves ou dependência de substâncias psicoativas (até 15 anos). Atualmente, o Distrito Federal possui quatro unidades do CAPSi localizadas na Asa Norte, Taguatinga, Recanto das Emas e Sobradinho.
A Secretaria de Saúde do DF considera a saúde mental uma prioridade e informa que existem 18 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no DF, com diferentes modalidades, organizados segundo parâmetros do Ministério da Saúde e por regiões.
Demanda da população
Marcos Paulo contou que a necessidade dessa unidade foi sinalizada pela população junto aos conselheiros tutelares. “Fomos procurados inicialmente pela comunidade e depois pela Secretaria de Saúde em busca de um espaço. Oferecemos algumas áreas e a melhor escolhida foi essa, que fica próxima da escola e de pontos de ônibus, garantindo fácil acesso”, explicou.
O médico e superintendente da região Centro-Sul, Ronan Araújo, declarou que o CAPSi é essencial para atender crianças e jovens da localidade, diante do aumento do sofrimento psíquico nessa faixa etária. “Vamos acolher e atender os menores de 18 anos que passam por dificuldades graves, oferecendo apoio multidisciplinar individual e em grupo, para reintegrá-los à sociedade com acompanhamento contínuo”, afirmou.
Agora que o terreno está garantido, o processo retornará à Secretaria de Saúde para os próximos passos. Embora não haja prazo definido para o início das obras, Marcos Paulo afirmou que o próximo foco será conscientizar os moradores sobre a importância da unidade para a cidade.

