O câncer de intestino, que afeta o intestino grosso e o reto, é o terceiro tipo mais frequente no Distrito Federal, ficando atrás apenas dos tumores de mama e próstata, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência em tratamento oncológico público, são feitos cerca de mil atendimentos relacionados à essa doença anualmente.
A história de Cláudio, 59 anos, mostra os desafios e as opções de tratamento. Ele teve dores fortes no abdômen, passou por uma cirurgia de emergência para retirar um tumor e, depois da biópsia, foi diagnosticado com câncer intestinal. Durante sete meses, fez quimioterapia no HBDF, sob cuidados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Apesar dos efeitos colaterais como perda de 24 quilos, náuseas e dormência nas mãos, Cláudio se recuperou com o apoio da equipe médica e da fé. “Foi um grande susto, mas sempre acreditei que passaria”, conta ele.
O tumor costuma crescer silenciosamente a partir de partes pequenas e benignas na parede do intestino, que podem levar anos para se desenvolverem sem apresentar sintomas claros. Quando surgem sinais como sangue nas fezes, mudança na frequência do intestino, perda de peso ou anemia, o câncer pode já estar em estágio avançado, explica a proctologista Ana Rosa Melo, do HBDF.
Durante o mês de março, a campanha Março Azul-Marinho busca aumentar a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de intestino. O Distrito Federal tem uma taxa de 19,42 casos para cada 100 mil pessoas, a sexta maior do país, segundo o Inca. A recomendação é começar a fazer exames preventivos a partir dos 45 anos, com a frequência indicada pelo médico conforme o histórico e os fatores de risco de cada pessoa.
Os principais fatores de risco são o consumo frequente de alimentos muito processados, consumo de álcool, obesidade, falta de atividade física e tabagismo. Ter hábitos saudáveis e acompanhamento médico pode diminuir esses riscos. Com tratamento correto, que inclui cirurgia e quimioterapia, as chances de cura são altas, reforça Ana Rosa Melo.
Se houver sintomas suspeitos, o recomendado é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação inicial. Ali podem ser solicitados exames básicos e, se preciso, o paciente é encaminhado para unidades especializadas como o HBDF, pela rede pública de saúde.
Informações da Agência Brasília.
