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sexta-feira, 20/03/2026




Caminhoneiros mantêm estado de greve e apoiam MP, reunião com Boulos marcada

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Após uma reunião em Santos (SP), os caminhoneiros decidiram adiar a paralisação nacional por sete dias, mantendo o estado de greve enquanto aguardam uma resposta do governo federal sobre seus pedidos. Diversas entidades que representam a categoria apoiam a Medida Provisória nº 1 343/2026 e aguardam negociações para resolver pontos pendentes.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, confirmou que encontrará os representantes dos caminhoneiros na próxima semana para continuar as conversas.

Na assembleia realizada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, foi decidido que a categoria dará um prazo de sete dias para o governo responder às reivindicações. José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), afirmou que a maioria queria paralisar as atividades, mas decidiu esperar. Ele alertou que, se não houver avanços positivos em uma semana, o movimento de paralisação será retomado.

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) disse que a paralisação está suspensa por enquanto, graças à publicação da MP nº 1.343/2026. O presidente da confederação, Paulo João Estausia, conhecido como Paulinho do Transporte, elogiou a postura responsável dos caminhoneiros e informou que continuam as negociações para atender outras demandas, possivelmente por meio de emendas à medida provisória.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também revelou que a greve está suspensa até a próxima reunião com o governo, destacando a importância das medidas sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo publicadas em março. A suspensão depende do progresso nas negociações e do atendimento das demandas ainda pendentes.

Durante a assembleia, o presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, ressaltou que o piso mínimo é fundamental para garantir dignidade e qualidade de vida aos caminhoneiros. Ele explicou que, se o preço do diesel aumentar seguindo as regras da MP, o frete também deverá subir.

A MP nº 1 343/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial, exige que todas as operações de transporte sejam registradas com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Isso permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) verificar se os pagamentos seguem o piso mínimo. A medida prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões para empresas que desrespeitarem a tabela, e em caso de reincidência, pode haver suspensão ou cancelamento da autorização de transporte por até dois anos. Além disso, o governo publicou o Decreto nº 12.883/2026, que define o preço de referência do diesel.

No estado de Santa Catarina, a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) havia anunciado greve, mas a desmobilizou após decisão da Justiça Federal que proibiu bloqueios nas rodovias BRs 101 e 470 e nos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes, sob multa para quem descumprir.

O momento é de expectativa para que as negociações avancem e o impasse entre caminhoneiros e governo seja resolvido.




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