22.5 C
Brasília
quinta-feira, 05/03/2026

Câmara aprova aumento dos incentivos para a indústria química e petroquímica

Brasília
nuvens dispersas
22.5 ° C
22.5 °
20 °
78 %
6.2kmh
40 %
qui
26 °
sex
23 °
sáb
23 °
dom
25 °
seg
20 °

Em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um regime fiscal especial temporário para a indústria química e petroquímica em 2026. Esse incentivo financeiro será três vezes maior que o previsto inicialmente, passando de R$ 1,1 bilhão para R$ 3,1 bilhões.

A votação contou com 317 votos a favor e 61 contra. Agora, o projeto seguirá para análise no Senado.

A proposta define alíquotas temporárias para os tributos PIS/Pasep e Cofins no âmbito do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que valem até 2027, quando começará o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq).

O orçamento inicial para 2026 destinava R$ 1,1 bilhão para essa medida, mas o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou recentemente que o governo ampliaria esse valor.

O projeto, apresentado por Carlos Zarattini (PT-SP), inicialmente limitava a renúncia fiscal a R$ 1,1 bilhão para 2026. O relator, Afonso Motta (PDT-RS), dividiu esse limite em duas partes, inserindo um teto extra de R$ 2 bilhões, elevando o limite total para R$ 3,1 bilhões.

Além disso, o projeto determina que os benefícios fiscais terminem assim que os valores máximos estabelecidos forem alcançados.

Para compensar o impacto dessa medida, o projeto considera R$ 1,1 bilhão previstos na Lei Orçamentária Anual de 2026, além de R$ 2 bilhões compensados pela arrecadação obtida com a redução de 10% em outros benefícios fiscais federais.

O texto fixa que os valores do PIS/Pasep e Cofins para produtores ou importadores de nafta petroquímica incidirão nas receitas brutas para as centrais petroquímicas, aplicando alíquotas que variam de 1,52% e 7% até fevereiro de 2026 e depois 0,62% e 2,83% até o fim do ano.

Essas regras valem também para a venda de gás natural, amônia e outros insumos usados na produção de diversos produtos químicos importantes, como cianeto de sódio, polietileno e polipropileno.

Segundo os autores da proposta, o setor enfrenta desafios estruturais importantes, como o custo elevado do gás natural e um déficit comercial de US$ 44,1 bilhões em produtos químicos registrado em 2025.

Estadão Conteúdo

Veja Também