Ondas de calor muito fortes têm acontecido com mais frequência por causa do aquecimento global, trazendo mais riscos para a saúde das pessoas e sua segurança. A Organização Meteorológica Mundial confirmou que 2024 está entre os três anos mais quentes já registrados, mostrando a importância da ciência para prever esses eventos.
Aqui no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) trabalha em duas áreas principais: prever eventos climáticos extremos e criar conhecimento para ajudar grupos vulneráveis, como trabalhadores ao ar livre, idosos e crianças. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao MCTI, faz projeções que indicam regiões onde o calor pode ficar acima do normal por vários dias seguidos, caracterizando essas ondas de calor.
Esses dados são usados em sistemas de alerta para órgãos de defesa civil e equipes que cuidam de riscos, ajudando a prevenir problemas e a orientar a população. O médico Estevam Rivello, 2º secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), alerta que ficar muito tempo no calor pode causar desidratação, tontura, desmaios, problemas no coração e, em casos graves, hipertermia, uma condição séria que precisa de atendimento médico urgente.
O monitoramento é feito com base em muitos dados científicos, incluindo registros antigos e modelos do clima que acompanham o aumento da temperatura. Com as informações antecipadas, as autoridades podem emitir avisos para reduzir impactos, como problemas de saúde, falta de água e incêndios. Em Brasília, o vendedor Vidal Ramos de Oliveira, de 65 anos, que trabalha há muito tempo na Esplanada dos Ministérios, percebe que chove menos e faz mais calor, por isso sempre mantém água por perto para se proteger.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que também depende do MCTI, acompanha secas e incêndios que se tornam piores com o calor. O vendedor de picolés Julio Cesar Siqueira, de 55 anos, diz que o calor deixa as pessoas lentas, tontas e fracas, e que os alertas ajudam dizendo para usar protetor solar e beber água regularmente.
Grupos que trabalham com esforço físico sentem mais os efeitos do calor, como câimbras, cansaço extremo e piora de problemas no coração, explica o cardiologista Murilo Lustosa. O calor também aumenta o risco de acidentes no trabalho, pois a fadiga pode causar erros. É importante seguir recomendações baseadas em ciência, como beber bastante água e evitar sol forte.
Além de monitorar o clima, o MCTI pesquisa as chamadas ilhas de calor nas cidades e ajuda a planejar áreas urbanas, apoiando políticas públicas nas áreas de saúde, urbanismo e meio ambiente. Essa ciência prepara o Brasil para enfrentar os efeitos do aquecimento global, protegendo as pessoas com dados confiáveis para decisões importantes.
