A Caixa Econômica Federal iniciou nesta sexta-feira (27) o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de março para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 8.
O valor mínimo do benefício é de R$ 600, podendo chegar a uma média de R$ 683,75 com os adicionais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atenderá 18,73 milhões de famílias neste mês, com um investimento total de R$ 12,77 bilhões.
O Bolsa Família oferece, além do benefício principal, três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães com bebês de até seis meses; um acréscimo de R$ 50 para gestantes e mães que amamentam; R$ 50 por filho entre 7 e 18 anos; e R$ 150 por criança de até 6 anos.
O pagamento é realizado nos últimos dez dias úteis de cada mês, seguindo o modelo tradicional. Os beneficiários podem verificar suas datas, valores e a composição dos pagamentos pelo aplicativo Caixa Tem.
Pagamento unificado
Foi realizado um pagamento antecipado para beneficiários de 171 cidades em nove estados no dia 18, independentemente do número final do NIS. Esta ação contemplou moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte afetados por seca e cidades de Minas Gerais, incluindo Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, impactadas por enchentes.
Também foram incluídas localidades nos estados do Amazonas (3 municípios), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9), todas afetadas por condições climáticas adversas ou com populações indígenas vulneráveis. A relação completa está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, conforme a Lei 14.601/2023 que reformulou o programa, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais um desconto referente ao Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período de piracema.
Regra de proteção
Em março, cerca de 2,35 milhões de famílias estão enquadradas na regra de proteção, que permite a manutenção de 50% do benefício por até dois anos para famílias com renda melhorada, desde que cada membro ganhe no máximo meio salário mínimo. A média deste benefício para as famílias nesta situação é de R$ 368,97.
Em 2025, o período na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas isso vale apenas para famílias que começarem a transição a partir de junho de 2025. Famílias que estavam na regra até maio de 2025 continuarão recebendo metade do benefício por dois anos.

