O mercado de luxo do sexo pago no Brasil foi surpreendido por uma promoção inédita e agressiva neste setor. As mulheres que lideram a prostituição VIP no país decidiram lançar um grande desconto para atrair novas garotas de programa dispostas a participar da rede.
O grupo antes conhecido como Black List passou a se chamar apenas “Troca de informações”. As administradoras, que atuam em cidades como Curitiba e Belo Horizonte, decidiram criar um verdadeiro evento de descontos, semelhante a uma “Black Friday” direcionada ao mercado do luxo.
O preço do ingresso para participar da rede, que antes custava R$ 600, caiu para R$ 150, uma redução de 75%, válida somente até certa data. Essa rede conecta modelos e agenciadores do Brasil, Europa e Oriente Médio, oferecendo oportunidades de trabalho exclusivas e contatos diretos com clientes do setor VIP.
A rede oferece:
- Oportunidades diárias de trabalho nacionais e internacionais;
- Castings exclusivos com agenciadores das regiões citadas;
- Networking com profissionais e modelos renomados do mercado VIP;
- Acesso a três grupos com presença direta de clientes pagadores.
Por trás dessa promoção, o grupo mantém uma estrutura disciplinada e organizada. A comunidade reúne centenas de garotas e entre 15 a 30 agenciadores parceiros. Um grupo principal, chamado Casting Elite World, funciona como uma vitrine dos serviços mais valorizados, com cachês que podem chegar a R$ 10 mil por programa, concentrando-se em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, além de rotas para Dubai e capitais europeias.
Para fazer parte dessa seleção, as candidatas devem atender a requisitos rigorosos:
- Ter padrão estético elevado, com aparência de modelo internacional ou figura pública;
- Não possuir tatuagens visíveis nem intervenções estéticas artificiais marcantes, valorizando a aparência natural;
- Manter o pagamento regular de taxas de acesso, que custam R$ 300 por garota, garantindo a manutenção do cadastro.
No entanto, o controle e a fiscalização do grupo são rigorosos. Existe um grupo chamado Tribunal que funciona como um sistema de julgamento sumário, onde as decisões são tomadas por três gestoras do grupo. Críticas à cobrança de taxas ou tentativas de negociar diretamente com clientes sem passar pelos agenciadores podem resultar em exclusão imediata, sob acusação de “traição”.
Além disso, uma lista negra chamada Black List Nacional/Internacional é utilizada para prejudicar a reputação das modelos marcadas como “não confiáveis” ou “problemáticas”. Estar nessa lista pode significar o fim da carreira, pois os dados pessoais e fotos dessas pessoas são divulgados para diversas agências no Brasil, Europa e Oriente Médio. Recuperar-se dessa condição exige o pagamento de valores extras ou aceitar condições impostas pelas administradoras.

