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quinta-feira, 02/04/2026

Cães abandonados ameaçam indígenas venezuelanos em região rural

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Em Brasília

Uma comunidade indígena venezuelana da etnia Warao Coromoto, que vive no distrito rural de Café Sem Troco, enfrenta um problema grave com a circulação de cerca de 75 cães abandonados.

Apesar dos esforços para cuidar dos animais, essa situação aumenta os riscos para a saúde da comunidade, incluindo a ameaça de doenças como a leishmaniose.

Uma equipe esteve na área e constatou os perigos tanto para as pessoas quanto para os animais devido ao abandono dos cães. Segundo relatos, alguns carros deixam os cães na comunidade, uma prática que os indígenas consideram um descarte irresponsável. Eles estão preocupados e se sentem incapazes de proteger os animais e prevenir enfermidades.

O cacique Constantino Rojas Sapato informou que a comunidade está no local há quatro anos, em uma chácara alugada com promessa de compra, adquirida por um empresário que prefere não se identificar, para que eles possam se estabelecer na região.

O administrador local, Gilberto Portes de Oliveira, afirmou que a comunidade tem buscado ajuda para garantir a sobrevivência nesse ambiente.

Cães

A veterinária e professora do Centro Universitário de Brasília, Fabiana Volksweis, tem realizado um projeto para avaliar o controle populacional e a saúde desses cães. Uma das principais preocupações é a leishmaniose, doença que pode ser transmitida pelo mosquito-palha e também por animais infectados, podendo ser fatal para cães e humanos se não tratada.

O projeto inclui exames físicos, catalogação dos animais e coletas hematológicas, além de entrevistas para entender a relação entre a comunidade, os cães e o entorno natural. Os cães passaram por pesagem e vermifugação no local.

Além dos cuidados médicos, o grupo também trabalha para educar a comunidade sobre a importância dos cuidados com os animais e a saúde pública, pois constatou que muitos moradores desconhecem os riscos envolvidos.

Desafios para a comunidade

Os indígenas relatam que estiveram em situação precária, chegando a ser sem-teto no Guará, e hoje vivem ameaçados de despejo na área rural de Café Sem Troco, no Paranoá. A situação melhorou quando receberam apoio do governo local e da ACNUR, que ajudaram a matricular crianças e jovens em escolas públicas para aprender o português. A escola local adaptou sua estrutura e contratou uma professora bilíngue, porém, os indígenas preocupam-se com o pagamento de energia e aluguel neste ano.

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