FOLHAPRESS
O Instituto Butantan começará a fabricar um remédio imunoterápico para tratar o câncer, ampliando o acesso pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente, esse medicamento é usado para um tipo grave de câncer de pele e poderá ser indicado para outros cânceres, como de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
O anúncio da produção totalmente nacional do medicamento chamado pembrolizumabe, comercialmente conhecido como Keytruda, foi feito na quinta-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante um evento no Rio de Janeiro.
Para fabricar o remédio, o Ministério da Saúde firmou parceria com a farmacêutica internacional MSD, que vai transferir a tecnologia para o Butantan. A instituição terá até 10 anos para ajustar sua capacidade de produção e atender a demanda brasileira, com o objetivo de garantir autonomia na fabricação e diminuir a dependência do exterior, além de reduzir os custos para o SUS.
O pembrolizumabe age estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células do tumor. Hoje, o medicamento já é oferecido no SUS para casos avançados e difíceis de melanoma. A possibilidade de uso para cânceres de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em estudo pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
A imunoterapia pode aumentar o tempo de vida e melhorar a qualidade dos pacientes com câncer, embora o acesso a esse tratamento ainda seja limitado no Brasil. No SUS, o acesso é dificultado principalmente pela falta de recursos financeiros para ampliar o uso desses medicamentos.
Considerada um avanço importante na oncologia, a imunoterapia atua fortalecendo o sistema imunológico para atacar o tumor, apresentando efeitos colaterais diferentes e geralmente menos agressivos que a quimioterapia tradicional.

