As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam intensas no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, depois de saírem para brincar na comunidade.
O irmão mais velho, Anderson Kauan, de 8 anos e primo das crianças, foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por carroceiros em uma estrada próxima. O garoto contou aos que o encontraram que havia deixado os primos para buscar ajuda. Depois de receber alta hospitalar, Anderson ajudou a polícia na quarta-feira (21), mostrando o caminho até uma cabana abandonada perto do Rio Mearim.
Com 24 dias de investigação, as operações se concentram em áreas de mata fechada, rios e lagos da região, cobrindo uma área de cerca de 54 km² de terreno difícil de acessar. Cães farejadores encontraram cheiro das crianças em algumas partes da mata, enquanto mergulhadores do Corpo de Bombeiros e militares da Marinha usam equipamentos especiais para verificar o rio em trechos escuros e difíceis de enxergar.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, disse que a investigação continua com muito cuidado, mas não divulga detalhes para não atrapalhar o trabalho da polícia. Em uma publicação nas redes sociais no dia 26, ele desmentiu um boato falso sobre o paradeiro das crianças em São Paulo, que foi descartado após parceria com a polícia local. Martins ressaltou que espalhar notícias falsas só piora a dor da família e pode ser crime.
“As buscas seguem em áreas difíceis, com apoio da Marinha e do Corpo de Bombeiros. Reforçamos que informações erradas só aumentam o sofrimento da família”, afirmou o secretário. Todas as pessoas já ouvidas são testemunhas, e qualquer informação diferente não é verdadeira.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, não foi citado diretamente, mas o secretário Brandão – possivelmente o vice-governador Carlos Brandão – comentou sobre o progresso das buscas para dar respostas à família e à comunidade de Bacabal. As informações são da Agência Brasil.
