Rio de Janeiro, RJ (Folhapress)
O Governo do Maranhão comunicou neste sábado (17) que as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, completam 14 dias seguidos. Agora, as operações contam com o reforço da Marinha do Brasil.
As crianças desapareceram há duas semanas, no dia 4 deste mês, enquanto brincavam no interior de Bacabal, município que fica a cerca de 240 km da capital, São Luís.
De acordo com o governo do estado, o apoio da Marinha vai aumentar a capacidade de busca. Uma equipe com 11 militares chegou à cidade na tarde de sábado, e o trabalho de campo deve começar neste domingo (18).
A Marinha usará um equipamento chamado side scan sonar, que cria imagens para identificar objetos ou anomalias embaixo da água.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, em vídeo divulgado pela secretaria, “todos os que trabalham com segurança, seja estadual ou nacional, estão unidos para encontrar as duas crianças”.
Ele acrescentou: “A Marinha chegou agora com seus equipamentos de pesquisa subaquática para fazer a varredura no rio Mearim”.
O caso inicialmente envolvia o desaparecimento de três crianças da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
O menino Anderson Kauã, 8 anos, primo das crianças que continuam desaparecidas, já foi encontrado. Ele realizou exames e segue em observação em um hospital da cidade.
As equipes de busca identificaram uma área na mata onde os três estiveram, segundo informações oficiais.
O local é uma casa abandonada, coberta parcialmente por vegetação, que corresponde ao local onde o trio se abrigou, conforme relato do Anderson às autoridades.
Cães farejadores encontraram sinais da presença das crianças perto do rio Mearim.
Ainda não há confirmação de quando exatamente elas passaram pelo local, mas acredita-se que tenham passado uma noite ali.
Anderson teria saído da casa para buscar ajuda. Ele foi encontrado debilitado no dia 7 por carroceiros em uma estrada a cerca de 4 km da comunidade quilombola.
Para reforçar as buscas, a Marinha dispõe de uma embarcação do tipo voadeira e uma moto aquática.
O governo do Maranhão afirmou que as equipes ficarão disponíveis por pelo menos 10 dias, com possibilidade de prorrogação caso necessário.
A Polícia Civil está investigando o desaparecimento das crianças, ouvindo familiares, moradores e outras pessoas que possam ajudar a esclarecer o caso.
