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quarta-feira, 04/03/2026

Busca por irmãos desaparecidos em Bacabal completa dois meses

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Folhapress

Já faz dois meses desde que os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, 4 anos, desapareceram na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. A investigação policial ainda está em curso e não há pistas sobre o paradeiro das crianças.

A operação mobilizou cerca de 260 agentes públicos e aproximadamente 1.000 pessoas, incluindo voluntários, no auge das buscas. Atualmente, a Polícia Civil está à frente da investigação, reduzindo o efetivo nas áreas de mata onde as crianças desapareceram enquanto brincavam com o primo Anderson Kauã, 8 anos — único encontrado.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que, até agora, não há informações concretas sobre as circunstâncias do desaparecimento ou responsabilidade envolvida.

As autoridades consideraram várias hipóteses, como sequestro, afogamento, ataque de animal selvagem ou mesmo que as crianças possam estar vivas em outro local, porém nenhuma foi confirmada ou prevalece como principal pela Polícia Civil. Até o momento, todos os depoimentos foram de testemunhas.

Nas últimas semanas, equipes policiais realizaram novas buscas aéreas com drones térmicos e aeronaves, enquanto agentes a pé refizeram trilhas já percorridas no início das buscas.

O único indício encontrado foi em uma casa abandonada coberta por vegetação, onde Anderson Kauã disse ter procurado abrigo para os irmãos antes de buscar ajuda sozinho.

Essa casa foi localizada no dia 15 de janeiro, e cães farejadores detectaram vestígios da presença das crianças no local. Investigadores acreditam que elas passaram a noite ali, próxima ao rio Mearim.

A Marinha e o Corpo de Bombeiros fizeram vistorias em trechos do rio e buscaram com sonar possíveis locais onde as crianças teriam caído, mas não encontraram vestígios.

Também foram feitas buscas em lagos próximos à comunidade, porém sem resultados.

Peças de roupa infantis foram encontradas na mata no dia em que o primo foi localizado, mas a polícia confirmou que não pertenciam a Ágatha ou Allan.

A investigação é realizada por uma equipe da Polícia Civil composta por delegados, policiais e escrivães de Bacabal e São Luís. Foram adotadas medidas como o protocolo internacional Amber Alert e a coleta de material genético dos parentes.

A última vez que os irmãos foram vistos foi em 4 de janeiro, quando saíram para brincar em uma área próxima à comunidade onde vivem, na zona rural de Bacabal, cidade com cerca de 100 mil habitantes, a 240 quilômetros da capital, São Luís.

O primo Anderson Kauã foi encontrado em 7 de janeiro, debilitado, por carroceiros a 4 km de casa, e ficou internado por quase duas semanas. Após alta, acompanhou a polícia até a casa abandonada e relatou que entrou na mata para buscar um pé de maracujá.

O local do desaparecimento é uma área de mata densa e de difícil acesso, com muitas árvores altas, vegetação espinhosa, áreas alagadas e vários córregos.

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