O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima quinta-feira (4/9), em um processo que pode afastá-lo dos gramados. O clube carioca acompanha atentamente o desenrolar do caso e mantém o jogador como peça fundamental para os planos da temporada de 2025.
Interlocutores do Flamengo comentam que o precedente do meio-campista Lucas Paquetá, atualmente no West Ham e seleção brasileira, fortalece a defesa de Bruno Henrique. Foi decidido que Paquetá não cometeu irregularidades relacionadas a manipulação e apostas esportivas. Embora a Federação Inglesa tenha pedido a punição do atleta, a comissão reguladora não encontrou evidências suficientes durante o processo.
Em maio de 2024, Lucas Paquetá foi acusado de conduta imprópria envolvendo apostas esportivas em quatro partidas, inclusive por forçar cartão amarelo, algo semelhante à acusação contra Bruno Henrique.
Acusações de Manipulação
Em 25 de junho, a 7ª Vara Criminal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o atacante e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por manipulação de resultado esportivo. Bruno Henrique é acusado de receber um cartão amarelo propositalmente para beneficiar apostadores, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2023. A pena prevista para esse tipo de crime varia de dois a seis anos de prisão, além de multa.
Fontes ligadas ao Flamengo destacam que o clube prefere focar no desempenho em campo, afirmando que Bruno Henrique está mentalmente bem e é uma pessoa de caráter exemplar. A diretoria também ressalta o respeito que o jogador tem junto aos colegas de equipe e torcida.
Posição do Flamengo
Mesmo com a possibilidade de punição, o Flamengo mantém total confiança em Bruno Henrique, que é o capitão e líder da equipe. O time, que lidera o Campeonato Brasileiro e já garantiu vaga nas quartas de final da Copa Libertadores, quer preservar a rotina normal durante o processo.
O Julgamento
Além de Bruno Henrique, STJD denunciou o irmão Wander Nunes Pinto Júnior, a esposa deste, Ludymilla Araújo Lima, e a prima do jogador, Poliana Ester Nunes Cardoso. Todos eles teriam realizado apostas relacionadas ao cartão amarelo recebido por Bruno Henrique contra o Santos.
O julgamento ocorrerá na 1ª Comissão Disciplinar, com início às 9 horas do dia 4/9. O relator do processo é Alcino Júnio de Macedo Guedes. A acusação está baseada no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e as punições podem incluir suspensão de 360 a 720 dias, suspensão de 12 a 24 partidas e multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil.