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Britânicos vivem expectativa sobre quem será novo primeiro-ministro

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Candidatos a substituir a primeira-ministra Theresa May, que renunciou na semana passada, serão oficializados até o fim do dia

BORIS JOHNSON: segundo a rede de TV britânica BBC, ele tem mais de 60% de chances de vencer / Neil Hall/ Reuters (/)

O Reino Unido começa nesta segunda-feira a escolher quem será o próximo primeiro-ministro. A então premiê Theresa May, no poder desde 2016, renunciou ao cargo na semana passada após não conseguir avançar em um acordo para concretizar o Brexit, o processo de saída da União Europeia. Agora, um novo premiê precisa ser escolhido dentro do próprio Partido Conservador, o mesmo de May.

Os candidatos têm até às 17h (14h pelo horário de Brasília) para oficializar suas candidaturas ao cargo. As votações começam em de 13 de junho, em um processo eleitoral com vários turnos, que elimina os candidatos até chegar a apenas dois. O premiê será definido após a última votação, em 22 de junho.

Onze candidatos devem concorrer ao cargo. Um dos favoritos é o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, que tem posições mais duras sobre o Brexit e defende sair sem nenhum acordo com a União Europeia. Segundo a rede de TV britânica BBC, ele tem mais de 60% de chances de vencer. Ele ainda é rejeitado pelas alas moderadas, e sua maior dificuldade será unir o partido a seu favor.

Outros candidatos com alguma chance de vitória (cerca de 10%) são o atual secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, visto como um candidato mais de centro e capaz de negociar (ele afirmou que uma saída sem acordo não está nos planos), e Jeremy Hunt, secretário das Relações Exteriores e que, assim como May, era a favor de ficar na UE antes do Brexit mas, agora, diz que fará a saída acontecer.

As eleições não serão gerais, mas internas do partido. Desta vez, só votam os 160.000 filiados — de modo que a escolha está nas mãos de apenas 0,24% da população britânica. Pelo fato de o Reino Unido ser um sistema parlamentarista, o Partido Conservador tem o direito de indicar o primeiro-ministro até 2022, quando acontecem novas eleições gerais.

O Brexit deveria ter acontecido no fim de março, dois anos após o início do processo (a decisão de deixar a UE foi tomada pela população britânica em referendo em 2016). Contudo, diante da dificuldade de passar um acordo no Parlamento, os britânicos conseguiram junto à Comissão Europeia autorização para prorrogar o prazo de saída até 31 de outubro.

Ao novo primeiro-ministro, seja ele quem for, caberá a tarefa de tentar junto à União Europeia um acordo melhor do que o negociado por May — ou, também, optar por sair sem acordo. Ao mesmo tempo, deverá convencer o Parlamento a aprovar o processo. May falhou após dois anos na tarefa. O próximo premiê terá apenas quatro meses.

 

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Macri sofre quatro novas derrotas nas eleições regionais da Argentina

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O governo tem 17 derrotas nas eleições regionais desde que o calendário eleitoral começou em março passado

O partido do presidente Mauricio Macri teve mais quatro novas derrotas eleitorais nas eleições provinciais de domingo, entre elas a vitória do peronismo em Santa Fé, o terceiro distrito mais povoado do país.
As eleições aconteceram em meio a uma apagão que deixou a Argentina e o Uruguai no escuro por várias horas, e cujas causas ainda estão sendo investigadas.
O senador Omar Perotti, da frente peronista Juntos, venceu por 18 pontos de vantagem sobre o candidato de Macri e conseguiu derrotar o socialismo que governou Santa Fé nos últimos 12 anos.
Em San Luis e em Formosa o peronismo também venceu e em Tierra del Fuego ganhou um candidato kirchnerista.
Macri tentará a reeleição na disputa eleitoral de 27 de outubro. Sua chapa, que integra junto com o peronista de direita Miguel Ángel Pichetto, competirá, entre outras, com a de Alberto Fernández e a ex-presidenta Cristina Kirchner (2007-2015) como candidata a vice-presidente.
O governo tem 17 derrotas nas eleições regionais desde que o calendário eleitoral começou em março passado.
A única vitória foi obtida há uma semana na pequena província de Jujuy (norte).
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China respalda líder de Hong Kong após protestos populares

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Manifestantes protestaram nas últimas duas semanas contra a líder de Hong Kong, Carrie Lam, e a projeto de lei que prevê extradição à China

Hong Kong: milhares de manifestantes pedem a renuncia de Carrie Lam (Tyrone Siu/Reuters)

Hong Kong — A China reiterou seu apoio à líder de Hong Kong, Carrie Lam, nesta segunda-feira depois de dias de protestos na cidade contra um projeto de lei de extradição, e uma fonte próxima de Lam disse que Pequim dificilmente a abandonará, mesmo que ela tente renunciar.

As tentativas de Lam de aprovar um projeto de lei que permitiria que moradores de Hong Kong fossem extraditados à China para serem julgados desencadearam os maiores e mais violentos protestos na ex-colônia britânica em décadas.

No início da segunda semana da crise política, manifestantes e políticos de oposição enfrentaram uma chuva intermitente para se reunirem perto dos escritórios do governo e pedir que o projeto de lei seja descartado e que ela renuncie.

Os protestos ocorrem em um momento delicado para o presidente chinês, Xi Jinping, que lida com uma guerra comercial crescente com os Estados Unidos, o enfraquecimento da economiae uma tensão estratégica regional.

Hong Kong vem sendo governada mediante a fórmula “um país, dois sistemas” desde sua devolução a Pequim em 1997, o que inclui garantias de liberdades inexistentes na China continental, como um Judiciário independente, mas sem eleições plenamente democráticas.

Muitos moradores estão cada vez mais irritados com o controle cada vez mais rígido de Pequim e com o que veem como a erosão de tais liberdades, temendo que mudanças no Estado de Direito coloquem em risco sua condição de funcionar como um dos centros financeiros globais.

“O governo chinês, o governo central, sempre apoiou plenamente o trabalho da executiva-chefe, Carrie Lam, e do governo de Hong Kong”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, em uma coletiva de imprensa.

“O governo central continuará a apoiar com firmeza a executiva-chefe e o governo da RAE (região administrativa especial) de acordo com a lei.”

Os comentários ecoaram declarações feitas pelo governo de Hong Kong e pelo escritório de formulações de políticas de Macau no final de semana.

Os organizadores dos protestos disseram que quase dois milhões de pessoas –dos cerca de sete milhões de habitantes de Hong Kong– compareceram no domingo para exigir que Lam renuncie, o que está se tornando o maior desafio ao relacionamento da China com o território desde 1997.

As manifestações coincidiram com a saída de Joshua Wong, ativista de Hong Kong que é o rosto do clamor da cidade pela democracia plena, da prisão nesta segunda-feira, prometendo se unir ao movimento de protestos em massa.

 

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Candidatos a premiê do Reino Unido fazem primeiro debate na TV

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Boris Johnson, líder das intenções de voto, não participou de debate ocorrido no domingo (16)

Os candidatos a líder do partido conservador britânico se enfrentaram neste domingo (16) no primeiro debate na televisão da disputa. O líder das intenções de voto, no entanto, decidiu ficar de fora. Boris Johnson não compareceu ao programa da estatal Channel Four.

A justificativa foi uma já conhecida: quem está ganhando não precisa se expor e correr o risco desnecessário de perder votos. Pragmático ao extremo, é verdade. Pouco democrático e um tanto quanto obscuro, criticaram os adversários.

Os outros cinco que compareceram tiveram que se engalfinhar sobre o principal tema que domina o país: a separação da União Europeia. A maioria bateu na tecla de que é possível renegociar um acordo com o continente, mas que é importante entregar o Brexit em 31 de outubro.

A verdade é que não há muito espaço para renegociar nada – a Europa inclusive insiste que o acordo é esse que já está aí.

No mais, o debate entre os candidatos conservadores foi apenas um programa para cumprir tabela e não mudou a sensação de que o Reino Unido já tocou o ponto morto e vai empurrar a situação com a barriga para ver no que vai dar.

As projeções para a economia refletem isso. A entidade Câmaras de Comércio Britânicas, BCC em inglês, por exemplo, alertou: a economia do Reino Unido deve crescer apenas 1% no ano que vem e os empresários do país estão represando investimentos de maneira não sustentável, ressalta a entidade.

Enquanto essa desventura chamada Brexit não for resolvida, pouca gente parece interessada em arriscar dinheiro por aqui.

Na terça-feira (18), será realizado o debate da BBC, com a presença de todos os candidatos. Mas parece pouco provável que algum deles consiga reduzir a vantagem do ex-prefeito de Londres.

*Com informações do repórter Ulisses Neto

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