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Economia

Brics Brasil: Mauro Vieira rejeita que bloco seja contra o Ocidente

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, rejeita o equívoco de que o Brics seja um grupo hostil ao Ocidente. Em artigo para a revista Cebri, ele defende que essa visão é resultado de análises precipitadas ou tendenciosas. A participação dos países do Brics em organizações como o G20 prova na prática que o bloco não possui viés antiocidental.

No texto, escrito em razão da presidência do Brasil no Brics este ano, com encontro de cúpula marcado para este domingo (6) no Rio de Janeiro, Mauro Vieira descreve o grupo como um importante exercício de diplomacia criativa frente aos desafios atuais. Ele menciona conflitos globais como os da Ucrânia, Palestina, Mianmar, Sudão e a violência no Haiti, ressaltando a urgência de respostas coletivas.

O nome Brics foi criado pelo economista Jim O’Neill para identificar os mercados emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, com previsão de crescimento significativo no PIB mundial. Atualmente, os membros se intitulam países do Sul Global, ressaltando seu papel crescente na geopolítica mundial.

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Conflito na Faixa de Gaza

Mauro Vieira destacou a gravidade da crise humanitária prolongada na Palestina, especialmente em Gaza e Cisjordânia, criticando as atrocidades diárias sem solução aparente. Ele afirmou que a ONU e seu Conselho de Segurança falham em representar adequadamente a realidade do século XXI e em enfrentar os desafios globais, defendendo reformas urgentes nessas instituições.

Impacto das tarifas e comércio internacional

O artigo também aborda o impacto negativo das tarifas unilaterais dos Estados Unidos, como as aplicadas durante o governo Trump, que ameaçam o sistema multilateral de comércio, já debilitado. Mauro Vieira alerta para o risco de uma guerra comercial global decorrente dessas políticas protecionistas.

O ministro reforça que o Brics manterá uma voz unificada, agora fortalecida com 21 membros plenos e parceiros. Essa expansão torna o bloco uma importante plataforma para enfrentar desafios atuais e futuros, defendendo o multilateralismo e reformas institucionais internacionais para garantir respostas rápidas e eficazes aos problemas globais.

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