O Banco Regional de Brasília (BRB) solicitou à Justiça permissão para acessar os detalhes da investigação sigilosa envolvendo o Banco Master, sob ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Atualmente, só têm acesso ao processo o Ministério Público, advogados, pessoas autorizadas pelo gabinete do ministro e servidores do tribunal com a devida liberação.
Por meio do escritório contratado para realizar uma auditoria forense, o BRB pediu autorização para acompanhar todos os procedimentos da investigação relacionada à Operação Compliance Zero.
O banco ressaltou que aguarda a decisão judicial sobre seu pedido.
Anteriormente, o BRB tentou adquirir parte do Banco Master, mas a compra foi rejeitada pelo Banco Central (BC) após mais de cinco meses de análise. Em seguida, o BC determinou a liquidação extrajudicial do Master, e o principal controlador, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) na mesma operação.
Em um comunicado recente, o BRB informou que contratou o escritório Machado Meyer Advogados, com apoio técnico da Kroll, para conduzir uma investigação independente e apurar possíveis fatos relacionados à operação que possam envolver o banco.
Os resultados da investigação serão apresentados a um Comitê Independente de Investigação, criado em 28 de novembro de 2025 por meio da Portaria Presi nº 2025/016, composto por executivos que não tinham vínculo com o BRB durante o período avaliado.
A investigação da Polícia Federal revelou várias falhas e omissões do BRB nas negociações com o Banco Master. Logo após a liquidação do banco, o Conselho de Administração do BRB decidiu solicitar à Justiça Federal de Brasília o direito de participar como assistente de acusação na ação contra o Banco Master.
