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terça-feira, 20/01/2026

BRB descarta intervenção e planeja vender ativos do Banco Master

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O Banco de Brasília (BRB) garantiu nesta segunda-feira (19) que não há risco de intervenção e que possui capital suficiente para suportar os efeitos das investigações relacionadas ao Banco Master.

Em comunicado oficial, o banco controlado pelo governo do Distrito Federal informou estar avaliando a venda de ativos recuperados do banco privado para fortalecer sua situação financeira. A declaração foi feita após notícias que mencionavam uma suposta necessidade urgente de aporte de capital no BRB.

De acordo com a instituição, qualquer medida para reforço de capital será analisada somente após auditorias independentes e avaliação do Banco Central. “Se for preciso, o BRB possui um plano para reforçar seu capital e ressalta que eventuais aportes do acionista controlador não vão afetar os recursos destinados a políticas públicas”, afirmou o banco.

Mais cedo, o Ministério da Fazenda divulgou uma nota negando que o ministro Fernando Haddad tenha conversado com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB sobre a necessidade de um aporte imediato, ou risco de intervenção. A pasta esclareceu que não houve imposição de prazos para socorro financeiro ao banco estatal, embora não tenha comentado eventuais discussões técnicas com o Banco Central.

O BRB informou que os possíveis prejuízos estão sendo avaliados por auditoria independente e pelo Banco Central, motivo pelo qual não divulgou o balanço do terceiro trimestre. Não existem dados públicos atualizados sobre sua situação financeira. Todas as operações relacionadas ao caso estão sob investigação por escritório independente, acompanhada pelas autoridades. O banco destacou que continua operando normalmente e que dados não oficiais são apenas especulações.

O BRB foi impactado pela crise do Banco Master, investigado por possíveis fraudes em carteiras de crédito. Segundo o Banco Central, o banco estatal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras consideradas fraudulentas, as quais estão sendo substituídas e avaliadas. Além disso, o BRB investiu mais de R$ 5 bilhões no Master por meio de outras operações, como compra de cotas de fundos de investimento. A nova gestão, iniciada após a troca de comando no ano passado, está avaliando o impacto dessas operações realizadas em 2024 e 2025.

Essas operações levaram o BRB a ultrapassar temporariamente os limites prudenciais do Banco Central em janeiro e fevereiro de 2025. Em consequência, o Banco Central proibiu novas aquisições de ativos e exigiu um plano de solução em seis meses, a partir de outubro do ano passado. Apesar disso, o banco garante que não recebeu nenhuma determinação formal para aporte imediato.

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