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sexta-feira, 13/02/2026

Braskem tem queda de 11% nas ações após banco revelar prejuízo bilionário

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MATHEUS DOS SANTOS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

As ações da Braskem caíram 11,26%, fechando o dia cotadas a R$ 9,61 na Bolsa de Valores do Brasil. Especialistas apontam que a baixa está ligada à notícia de que a empresa estaria envolvida no calote de R$ 3,6 bilhões dado ao Banco do Brasil por uma empresa no último trimestre de 2025.

A Braskem, no entanto, nega essa dívida. “A Braskem informa que não possui dívida com o banco mencionado, assim como não possuía em 2025”, declarou em comunicado à imprensa, reforçando a negativa em um aviso ao mercado.

João Daronco, analista da Suno Research, comenta: “No mercado, a especulação de que a Braskem teria dado um calote no Banco do Brasil, afetando os resultados financeiros da instituição, pressionou as ações. Isso gerou preocupação sobre a saúde financeira da companhia.”

Fontes próximas ao caso, ouvidas pela coluna Painel S.A., indicam que a Braskem estaria implicada no calote, informação que já havia sido divulgada antes pelo terminal Broadcast. A dívida inadimplente, entretanto, foi regularizada em janeiro deste ano, conforme essas fontes.

O balanço do último trimestre, divulgado na quarta-feira (11), revelou que o índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco do Brasil subiu para 5,17%, contra 3,16% no ano anterior.

Na carteira de clientes corporativos, essa inadimplência atingiu 3,75%, fortemente impactada por um caso singular de títulos e valores mobiliários no valor de R$ 3,6 bilhões, valor que, segundo o mercado, estaria ligado à Braskem.

João Daronco destaca: “Trata-se de uma empresa em situação delicada, enfrentando desafios macroeconômicos e queda nos preços dos produtos petroquímicos. A situação financeira da Braskem é agravada pelo alto nível de endividamento.”

Como uma das maiores empresas petroquímicas do mundo, a Braskem enfrenta uma fase difícil com a queda dos preços das matérias-primas e a forte concorrência dos produtos americanos. Além disso, a empresa lida com incertezas relacionadas ao passivo do afundamento das minas de sal-gema em Maceió.

Também nesta quinta-feira, a Braskem comunicou que a Petrobras não exerceu seu direito de preferência para uma possível compra da participação de 38,3% detida pela Novonor (ex-Odebrecht). A estatal ainda possui 36,1% do capital total da Braskem.

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