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sexta-feira, 27/03/2026

Braskem registra prejuízo de R$ 10,3 bilhões no último trimestre, alta de 82%

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A Braskem anunciou um prejuízo de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 82% em comparação ao mesmo período de 2024.

O Ebitda recorrente da empresa foi de R$ 589 milhões, mostrando crescimento de 6% em relação ao ano anterior no mesmo trimestre. Já a receita líquida foi de R$ 16,101 bilhões, uma queda de 16% no mesmo intervalo.

A auditoria da KPMG aprovou o balanço da Braskem sem ressalvas, mas destacou uma incerteza relevante sobre a continuidade das operações da empresa.

Os auditores apontaram que a Braskem e suas controladas tiveram prejuízo de R$ 9,880 bilhões na controladora e R$ 10,961 bilhões no consolidado. Além disso, o passivo circulante superou os ativos em R$ 3,090 bilhões na controladora e R$ 9,770 bilhões no consolidado. O patrimônio líquido apresentou valor negativo de R$ 16,147 milhões na controladora e R$ 16,502 milhões no consolidado.

A companhia explicou que o mercado petroquímico seguiu pressionado devido a incertezas externas, como conflitos geopolíticos e guerras tarifárias, além da sazonalidade, que afetaram os preços dos produtos químicos e petroquímicos globalmente.

Sobre o prejuízo trimestral, a Braskem informou que ele foi maior que o do terceiro trimestre (R$ 26 milhões) principalmente por causa da baixa de ativos fiscais diferidos, que não impactou a liquidez.

No ano, o prejuízo líquido da Braskem foi de R$ 9,879 bilhões, 13% menor do que em 2024. O Ebitda recorrente caiu 45%, ficando em R$ 3,156 bilhões, enquanto a receita líquida foi de R$ 70,717 bilhões, uma queda de 9% em relação a 2024.

No último trimestre, a Braskem teve prejuízo líquido de US$ 1,9 bilhão (R$ 10,3 bilhões), maior que o trimestre anterior por motivos já mencionados.

Endividamento

A dívida bruta total da Braskem era de US$ 9,4 bilhões no fim do quarto trimestre, considerando um saque de linha de crédito feito em outubro de 2025. Deste total, 92% estavam em moeda estrangeira. O prazo médio da dívida era cerca de oito anos, com custo médio anual de variação cambial mais 6,20%.

A dívida líquida ajustada ficou em US$ 7,5 bilhões, aumento de 3% em relação ao trimestre anterior e 19% comparado ao mesmo período de 2024. A alavancagem financeira permaneceu estável, em 14,74 vezes, mas quase dobrou em relação a 2024.

No ano, a empresa realizou investimentos de cerca de R$ 2,364 bilhões, 2% abaixo da previsão inicial de R$ 2,417 bilhões.

Estadão Conteúdo

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