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sexta-feira, 10/04/2026

Brasilienses são treinados para manusear armas em favelas do Rio

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Em Brasília

Uma operação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) revelou que três jovens do Distrito Federal foram levados para o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, para aprender a manusear armas de grosso calibre e táticas de combate em ambientes confinados. Sob a orientação de criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), eles participaram de um intenso treinamento, conhecido como “workshop do fuzil”.

A ação desencadeou a Operação Eixo, realizada nas primeiras horas do dia 10 de abril. As investigações apontaram para uma organização criminosa sofisticada que atua no abastecimento do mercado de drogas no Distrito Federal e na lavagem de dinheiro através de empresas de fachada, criptoativos e operadores financeiros distribuídos por várias regiões do país.

Atuação interestadual

Além de Rio de Janeiro e Distrito Federal, a operação alcançou sete estados, incluindo Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Santa Catarina. Foram cumpridos 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão, em locais como Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, Guará, Lago Norte, Valparaíso de Goiás, Planaltina, Guarujá, Atibaia, Uberlândia, Manaus, Careiro Castanho, Foz do Iguaçu, Jaraguá do Sul, São Lourenço do Oeste e Itapema.

Durante as diligências, também foram bloqueados bens de 49 investigados, incluindo imóveis, veículos e ativos digitais.

Redes e conexões

A Draco identificou que grupos criminosos locais contam com apoio de estrangeiros para movimentar recursos ilegais. Entre os alvos estão dois colombianos e um venezuelano. Um dos colombianos, já investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho, foi preso em 2023 na Espanha.

A investigação reforça a preocupação com a importação do modelo de violência e domínio territorial observado no Rio de Janeiro para Brasília, ameaçando a segurança local.

Apesar da participação significativa desses núcleos criminosos, a polícia não constatou a instalação de uma estrutura de comando das facções cariocas no Distrito Federal. A Operação Eixo tem como objetivo desarticular essas redes e responsabilizar todos os envolvidos na cadeia criminal, com penas que podem variar de 11 a 33 anos de prisão por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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