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BRASÍLIA CRISTALINA DISTRITO FEDERAL LUZIÂNIA

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Para atrair entre 100 e 200 mil estrangeiros, presidente uruguaio reduziu os requisitos para que estrangeiros possam firmar residência no país

Uruguai: país tem sido o destino de argentinos ricos que buscam melhores condições de vida e trabalho (Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock)

Há três meses, Catalina Jack, economista argentina de 37 anos com dois mestrados, embarcou em uma balsa rápida em Buenos Aires rumo ao Uruguai. Ela conseguiu um emprego em uma empresa de software e agora olha o mundo de uma casa que alugou perto do balneário de Punta del Este. Seu irmão e sua família haviam se estabelecido nas proximidades algumas semanas antes. Duas dúzias de amigos já mudaram ou estão mudando.

“Eu preferia continuar trabalhando na Argentina”, disse. “Hoje, acho que não tem lugar para mim lá. Não tenho dúvidas de que as pessoas que saem são as que pagam mais impostos, as mais produtivas e as mais qualificadas.”

Depois que Luis Lacalle Pou foi eleito presidente do Uruguai em novembro passado, o primeiro líder que não é de esquerda em 15 anos anunciou planos para atrair imigrantes qualificados e investimentos para energizar o país com 3,5 milhões de habitantes. O que ele não sabia era quão profundamente a Covid-19 e a crise econômica afetariam a Argentina ou como o excepcional sistema de saúde pública do Uruguai colocaria o país entre as nações com melhores resultados no combate à pandemia. O número de mortos no país é de apenas dezenas.

O resultado é um fluxo de cérebros e riqueza da vizinha Argentina. Carlos Enciso, embaixador do Uruguai, disse à Rádio Montecarlo que 100 argentinos por semana têm se candidatado no consulado de Buenos Aires para residência no Uruguai. A responsável pela autoridade tributária argentina, Mercedes Marco del Pont, disse à agência de notícias Telam que, em 2020, quase metade dos 504 argentinos que estabeleceram residência fiscal no exterior – uma tendência liderada ricos – escolheram o Uruguai. Dados do Ministério do Interior mostram que cerca de 13 mil argentinos chegaram para ficar entre abril e setembro.

Embora as rígidas regras de combate à lavagem de dinheiro tenham tornado o Uruguai um destino menos acolhedor para o dinheiro argentino em relação ao passado, dados do banco central mostram que os depósitos de não residentes em instituições locais aumentaram US$ 528 milhões nos 12 meses desde que as eleições primárias na Argentina sinalizaram que um governo de esquerda assumiria o poder. Acredita-se que a maioria desses depósitos seja de argentinos.

As novas onda migratória é impulsionada por maiores impostos e propostas de mais aumentos, divisão política crescente, agravamento da pobreza e propagação contínua do coronavírus. A Argentina enfrenta inflação de 41%, controles cambiais cada vez mais rígidos, colapso do PIB e títulos que apontam para uma alta probabilidade de default poucas semanas depois que o país saiu do último. Mais de 20 mil argentinos morreram de Covid-19.

Lacalle Pou afirma que gostaria receber de 100 mil a 200 mil imigrantes. O presidente uruguaio reduziu os requisitos de presença física e de investimentos para a obtenção de residência fiscal. A partir de julho, estrangeiros que moram pelo menos 60 dias por ano no Uruguai e compram imóveis de valor superior a US$ 388 mil se qualificam. Os recém-chegados também podem obter residência investindo mais de US$ 1,7 milhão em um negócio que gere pelo menos 15 empregos de tempo integral. Sua coalizão no Congresso também dobrou o incentivo fiscal para novos residentes para 10 anos.

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Taxas cobradas no cartão de crédito alcançam maior patamar desde agosto de 2017

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Taxa média de juros do crédito rotativo nos cartões chegou a 343,6% ao ano em outubro, segundo o BC

(crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

 

A disparada da inflação está fazendo um estrago grande no orçamento das famílias, cada vez mais endividadas, num cenário em que os custos dos empréstimos não param de subir. Segundo dados do Banco Central, a taxa média do cartão de crédito da pessoa física teve alta pelo quarto mês consecutivo em outubro, com os juros anuais do rotativo alcançando 343,6% ao ano, o maior patamar desde agosto de 2017. O crédito pessoal não consignado subiu 6,2 pontos percentuais, entre setembro e outubro, para 83,6% ao ano, enquanto as taxas dos empréstimos consignados para servidores públicos avançaram para 17,9%. Na contramão, o juro do cheque especial recuou para 128,8%.

“Esses dados mostram a nova realidade de um mercado em que a alta de juros para corrigir a inflação deve ajudar a manter elevado o desemprego estrutural. Essa é uma situação delicada do ponto de vista do orçamento familiar, mas não chega a ser alarmante ainda”, afirmou Fabio Bentes, economista sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com especialistas, os aumentos refletem a elevação da taxa básica da economia (Selic), atualmente em 7,75% ao ano, mas que pode passar para 9,50% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro.

Bentes destacou que, apesar de a inadimplência total para a pessoa física ter ficado estável em 3%, a taxa de calotes no crédito de recursos livres nos empréstimos pessoais voltou a crescer, após dois meses de estabilidade, passando de 4,2% para 4,3%, mesmo patamar de novembro de 2020”. “O ideal seria uma taxa de inadimplência em torno de 2%, mas acho que não vamos conseguir voltar a esse patamar tão cedo devido ao endividamento elevado das famílias”, alertou. Conforme os dados do BC, o endividamento das famílias voltou a crescer em agosto após leve recuo em julho, passando de 59,2% para 59,9% da massa salarial ampliada, novo recorde. “Retirando o financiamento imobiliário, esse percentual ainda está acima de 30%, o que acende um alerta”, destacou Bentes.

De acordo com Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o aumento dos custos dos empréstimos para o consumidor e para as empresas era esperado, porque reflete um cenário mais instável da economia e a elevação da taxa Selic, que vem ocorrendo desde março. “A Selic é um dos itens que compõem as taxas de juros cobradas pelo mercado. Os bancos estão repassando os custos superiores de captação”, alertou.

O consumidor vai continuar tendo dificuldade para contrair empréstimos, de acordo com Ribeiro. “As condições de crédito estão piorando desde o começo do ano, e os bancos estão sendo mais seletivos, temendo inadimplência”, afirmou. Segundo ele, os consumidores também estão mais receosos, diante do desemprego e do custo de vida elevados.

Black Friday

Para fugir dos empréstimos cada vez mais caros, o comerciário Júnior Salgado, 40 anos, pesquisou as ofertas da Black Friday a fim de antecipar as compras de Natal. Ele diz que prefere pagar as compras à vista e usar o cartão de crédito como último recurso. “Eu e minha mulher ficamos de olho nos presentes desde o início do mês. Quando chega a Black Friday, fazemos a maior parte das compras de fim de ano, fica bem mais barato”, disse.

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Economia

Nova variante da covid-19 gera pânico nos mercados

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Bolsas de valores de todo o mundo desabam com surgimento de cepa agressiva do coronavírus. B3 recua 3,39%

Investidores temem que uma nova onda de contágios leve ao fechamento das economias e reduza lucro das empresas – (crédito: AFP)

A notícia de que uma nova e resistente variante do coronavírus começou a se espalhar pela Europa e pela Ásia assustou o mercado financeiro ontem e causou pânico em bolsas pelo mundo. Em meio à Black Friday, o otimismo que se via nos últimos dias na bolsa brasileira deu lugar à desconfiança, e o índice Ibovespa, que abriu no patamar dos 105 mil pontos, levou um tombo: caiu a 3,39% e chegou aos 102.224 pontos.

Entre investidores, impera o medo de que a ômicron — como é chamada a variante originada na África do Sul — cause novos fechamentos de comércio e fronteiras por tempo indeterminado, como ocorreu com a chegada do vírus ao Brasil, no ano passado, e na segunda onda, no início de 2021. O clima de incerteza atingiu o mercado internacional como um todo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em queda de 2,53%. Na Europa, o índice Euro Stoxx 50 caiu 4,74%.

Como a histeria foi geral, a moeda norte-americana não se valorizou fortemente com relação ao real. O dólar terminou o dia cotado a R$ 5,59 com alta de 0,55%. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,66. Segundo Rodrigo Moliterno, analista da Veedha Investimentos, o que se viu no mercado foi um clima de “déjà vu” com relação à primeira onda do vírus em 2020: incertezas, instabilidade e desconhecimento foram as palavras do dia.

Ele pontuou que o medo de novas restrições em vários países penalizou, principalmente, ações de empresas aéreas e de turismo. “As notícias que saíram primeiro diziam que era uma cepa muito mais agressiva e tinha uma velocidade de contaminação alta. Essa é a notícia que temos até agora”, disse. No cenário doméstico, a queda também foi acentuada para esse setor, que já enfrentava dificuldades com a greve dos aeroviários deflagrada esta semana.

“A gente vinha numa toada de recuperação. Com o avanço da PEC dos Precatórios, criaram-se-se expectativas, e, agora, nos deparamos com essa notícia. Precisamos entender a magnitude da nova cepa, e se as vacinas funcionam contra ela, ela”, disse.

Impacto no PIB

Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear Corretora, vê com preocupação a chegada de uma nova variante mais agressiva ao Brasil. “Levando somente em conta a realidade brasileira, uma nova paralisação da economia reduziria drasticamente a perspectiva de crescimento para os próximos anos, que já não é grande coisa, além de elevar as projeções de inflação”, afirmou.

“Em termos de investimento em renda variável, uma nova variante com o potencial risco como essa aumenta muito o nível de aversão ao risco, ainda mais para o Brasil, que já está debilitado de perspectivas econômicas”, complementou.

Com tamanha incerteza entre os investidores, não há consenso quanto ao comportamento do mercado nos próximos dias, já faltam informações precisas sobre a eficácia das atuais vacinas contra a omicron. Mas há quem acredite que é precipitado se desesperar agora.

Para Renan Silva, gestor da Bluemetrix Ativos, o momento é outro: já temos vacinas e um maior conhecimento sobre o vírus.”Isso não se compara com fevereiro ou março de 2020. Naquele momento, o cenário era diferente, porque não havia perspectiva de vacinas, havia algo mais nebuloso e dúvidas quanto à velocidade da vacina. Agora, há uma solução, que é a vacina, há remédios novos que estão sendo testados, mas o investidor já traumatizado acaba reagindo de forma a evitar a bolsa e buscar ativos mais seguros”, avaliou

“Pode ser precipitado sair vendendo ativos de forma atabalhoada e realizando prejuízos. Mesmo a bolsa tendo caído mais de 3%, não há comparação com o que ocorreu em março de 2020 quando o mercado abriu com circuit breakers e pânico estabelecido. O movimento, agora, é diferente”, pontuou Silva.

Investidores exaustos

Com o vaivém de notícias sobre variantes do coronavírus, incertezas políticas e fiscais, há analistas que veem uma “exaustão” entre investidores, que sofreram na pandemia e tentam buscar retornos. É o que aponta Renan Silva. “As empresas consideram que a bolsa está muito atrativa, mas a reação depende de fluxos positivos. Então é necessário que as pessoas sintam segurança no ambiente político também”, disse.

A incerteza já afetou os planos de empresas que planejavam lançar ações na bolsa. Para Vitória Saddi, sócia da SM Futures, é cedo para falar sobre fuga de capital com base nas notícias da nova variante, e há, ainda, muitas questões que precisam ser respondidas. Mas o medo de novos lockdowns tem tirado o sono dos investidores.

“As pessoas não estão conseguindo confirmar o que aconteceu, ainda não se sabe muito sobre a variante da África do Sul. O maior medo é que as restrições voltem com força total. Lá nos Estados Unidos, a economia vai bem, e voltar com lockdown é sinônimo de uma piora”, disse.

“Se realmente essa variante se confirmar como uma ameaça grave, se alguém fechar — alguns países da Europa estão querendo fechar as fronteiras — e voltar o lockdown, acho que acaba tudo. A gente volta a julho de 2020. Mas todos estamos fartos disso, esperamos que as vacinas sejam eficazes contra essa cepa”, concluiu.

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Caixa vende imóveis pela internet e permite financiamento de até 100%

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Os imóveis disponibilizados podem ser financiados com recursos do SBPE em até 100% do valor da proposta e com prazo de até 35 anos

O cliente interessado em adquirir um imóvel Caixa deverá acessar a plataforma, escolher o imóvel desejado e apresentar uma proposta (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Caixa realiza até o dia 20 de dezembro a venda online de imóveis pela internet.  São milhares de propriedade do banco que estão disponíveis para venda direta e com condições diferenciadas de desconto e financiamento.

Segundo o banco, há opções de imóveis em todos as regiões do país, ofertados com valores abaixo dos praticados no mercado. As unidades disponibilizadas para venda são livres de quaisquer ônus para o comprador, no estado de conservação e ocupação em que se encontram. Dívidas pendentes, tais como condomínio e IPTU, geradas até a data da aquisição, são integralmente quitadas pela Caixa.

Como participar

O cliente interessado em adquirir um imóvel Caixa deverá acessar a plataforma, escolher o imóvel desejado e apresentar uma proposta a partir do valor mínimo de venda registrado na página do imóvel selecionado. A proposta de maior valor no instante em que o cronômetro chega a zero é considerada vencedora. O cliente é avisado do resultado por e-mail.

A venda pode ser intermediada por um corretor credenciado e ser contratada através de um Correspondente Caixa Aqui, no caso de financiamento. Para isso, basta selecionar a opção no momento de preencher a proposta. Nesse caso, a comissão ao corretor é paga pelo banco.

Taxas e condições

A depender da renda e do valor do imóvel, o cliente interessado pode optar pelas linhas de financiamento FGTS, incluindo Casa Verde Amarela ou SBPE. São oferecidas quatro opções de linhas de financiamento imobiliário com recursos SBPE, para aquisição de imóvel novo ou usado: TR, IPCA, Poupança Caixa e Taxa Fixa. O cliente pode identificar, entre as opções, aquela mais adequada ao seu perfil.

Os imóveis disponibilizados podem ser financiados com recursos do SBPE em até 100% do valor da proposta e com prazo de até 35 anos, com destaque para a modalidade Poupança Caixa. Essa linha tem taxas a partir de 2,50% a.a., somadas à remuneração adicional da poupança e saldo devedor atualizado mensalmente pela TR. Nessa modalidade, o cliente também poderá optar por carência de seis meses para início do pagamento da parcela de juros e amortização.

Para o enquadramento no Programa Casa Verde e Amarela com recursos do FGTS, os parâmetros são: renda familiar de até R$ 7 mil; imóvel com valor de compra e venda de até R$ 264 mil, com taxas nominais que variam entre 4,25% a 7,66% a.a., tarifa de 1,5% sobre o valor de financiamento e, a partir de 16/11/21, possibilidade de financiamento de até 100% do valor de compra e venda, limitado a 90% do valor de avaliação (exclusiva para os imóveis CAIXA).

O banco ainda possibilita que o cliente financie o imóvel com a alternativa de usar o FGTS em todas as modalidades de compra. O FGTS pode ser utilizado desde que esteja de acordo com as condições legais vigentes.

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Causas e consequências da inflação que abala a economia mundial

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A inflação está em alta há vários meses. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 5% em ritmo anual em outubro, o maior avanço desde 1990

Inflação: a retomada dos estoques das empresas provocaram uma explosão da demanda e a oferta não conseguiu acompanhar o ritmo (Marcello Casal jr/Agência Brasil)

As contas de energia dispararam, combustíveis e alimentos pesam cada vez mais no orçamento familiar: o retorno da inflação complica a equação da saída da crise.

O que dizem os números?

A inflação está em alta há vários meses. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 5% em ritmo anual em outubro, o maior avanço desde 1990, segundo o índice PCE.

A zona do euro também registra alta de 4,1%, a mais expressiva em 13 anos, e no Reino Unido a inflação foi de 4,2%. Os bancos centrais recomendam uma inflação ao redor de 2%.

Em outras grandes economias, a inflação também provoca estragos: a África do Sul registrou alta de 5% em outubro, o Brasil 10,67% e a Rússia 8,1%.

As estatísticas afetam o dia a dia: a conta de energia está cada vez maior, o preço da gasolina disparou, assim como o custo da carne e de alimentos básicos.

Nos Estados Unidos, o sector agroalimentar reduziu o peso dos itens vendidos nos supermercados para camuflar o aumento dos preços. E alguns restaurantes admitiram que retiraram de seus cardápios produtos cujos preços se tornaram proibitivos.

O que motiva a alta?

Após um ano de 2020 de estagnação econômica devido à covid-19, o aumento do consumo das famílias e a retomada dos estoques das empresas provocaram uma explosão da demanda e a oferta não conseguiu acompanhar o ritmo.

Isto aumentou os preços de muitas matérias-primas como o petróleo, o cobre e a madeira.
O setor de tecnologia também sofreu com a escassez de alguns chips, essenciais em setores como telefonia ou automóveis.

Além disso, um congestionamento de rotas do comércio mundial, com vários portos bloqueados, sem mão de obra suficiente para carregar e descarregar os navios, provocou um aumentou a níveis recordes dos preços dos fretes.

A inflação é transitória?

Os meses passam e os bancos centrais insistem em falar de fatores conjunturais que desaparecerão com o fim dos efeitos da comparação automática com 2020 e dos problemas de abastecimento.

“Agora é evidente que este processo vai levar mais tempo que o previsto, e que o aumento da inflação e o provavelmente vai piorar antes de melhorar”, alertam os analistas do banco Goldman Sachs, que projetam o início de uma normalização em meados de 2022.

Sinal de que o problema está presente no cenário: a palavra inflação é uma das mais pesquisadas há várias semanas no Google na Europa e Estados Unidos, segundo o Google Trends.

Um dos principais temores é de que o sentimento de inflação persistente se traduza em demandas generalizadas de aumentos salariais e que as empresas repassem para os preços, o que provocaria uma espiral difícil de controlar.

Nos Estados Unidos, “estamos vendo uma potencial espiral de aumento salarial impulsionada pela demanda, também impulsionada pelos movimentos de muitos empregadores de levar o salário mínimo para US$ 15/h”, afirmou Jaboc Kirkegaard, pesquisador do  Peterson Institute (PIIE) em Washington.

A fragilidade do mercado de trabalho, vinculado às aposentadorias e aos postos de trabalho vagos, e os lucros elevados das empresas devem, segundo ele, ampliar o movimento.

Por quê é um campo minado?

Tradicionalmente, os bancos centrais podem aumentar as taxas de juros para compensar o aumento de preços, mas isto pode desacelerar o crescimento econômico.

Um ano após uma crise mundial histórica, é difícil para estas instituições correr o risco de prejudicar a frágil recuperação iniciada este ano e que já dá sinais de enfraquecimento.

Vários bancos centrais de países emergentes já deram o passo e elevaram as taxas de juros, pressionados pela inflação, como México, Brasil e Rússia.

Sob pressão de um presidente americano que deseja preservar o poder adquisitivo das famílias, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou em seu discurso de reeleição na terça-feira que atuará para que a inflação não crie raízes.

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Economia

Mais de 200 mil aposentados do Executivo fazem a prova de vida digital

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Serviço é oferecido pelos aplicativos SouGov e Gov.br e pelo BB

Esplanada dos Ministérios© Marcello Casal Jr.

Mais de 200 mil aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis do Poder Executivo Federal usaram o serviço Prova de Vida Digital nos últimos 12 meses, segundo a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

O serviço pode ser feito pelo celular, utilizando os aplicativos SouGov.br e Gov.br ou a ferramenta Analytics, do Banco do Brasil, no caso dos beneficiários que têm conta na instituição financeira.

Todos os anos, no mês do aniversário, cerca de 700 mil beneficiários do Executivo Federal civil precisam provar que estão vivos para continuar recebendo o pagamento. Até outubro de 2020, a prova de vida era feita exclusivamente de maneira presencial, na agência bancária onde o beneficiário recebe o pagamento ou na Unidade de Gestão de Pessoas do órgão, caso o pagamento já estivesse suspenso.

Com a pandemia de covid-19, a obrigatoriedade da prova de vida ficou suspensa entre março de 2020 e setembro de 2021.

Prova de Vida Digital

O serviço digital foi lançado em 24 de novembro de 2020, como projeto piloto dirigido a cerca de 10 mil beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social do Executivo Federal e, em maio de 2021, a Prova de Vida Digital foi aberta a todos os aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis.

Para realizar a comprovação digital, o beneficiário precisa ter a biometria (identificação digital) cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

No celular, é necessário instalar o aplicativo Gov.br, por meio do qual é realizada a validação facial. O acompanhamento da situação da Prova de Vida e a obtenção do seu comprovante são realizados pelo aplicativo SouGov.br, desenvolvido exclusivamente para servidores ativos, aposentados e pensionistas da Administração Pública Federal.

Inteligência Analítica

Desde julho de 2021, os aposentados e pensionistas que têm conta no Banco do Brasil podem usar a ferramenta Analytics, que usa a ciência de dados para a criação de um conjunto de regras pré-definidas capazes de comprovar a vida de forma proativa e automatizada.

A solução foi lançada como projeto piloto pelo BB, em parceria com o Ministério da Economia, e em setembro passou a ser um processo padrão do banco para todos os aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis do Executivo Federal que recebem o pagamento pela instituição.

Atualmente, cerca de 560 mil beneficiários podem ter a Prova de Vida realizada pelo Analytics.

Identificada essa comprovação, que ocorre por meio de alguns tipos de interações dos beneficiários com o banco, eles são informados, por meio de mensagem de SMS, aplicativo de celular, internet ou terminais de autoatendimento do Banco, que sua Prova de Vida foi realizada e que estará vigente até o próximo período.

Independente do canal em que realizou a prova de vida, o aposentado, pensionista ou anistiado pode consultar sua situação pelo aplicativo SouGov.br – disponível nas lojas Google Play e App Store – ou pelo computador, acessando www.gov.br/sougov. No SouGov.br também é possível obter o comprovante e receber notificações para lembrar o prazo da realização da Prova de Vida.

Para saber como acessar o SouGov.br, consulte o site www.gov.br/servidor/sougov.

Por Agência Brasil

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Economia

IPCA-15 sobe 1,17% em novembro e acumula alta de 10,73% em 12 meses

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Essa é a maior variação para um mês de novembro desde 2002

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil(Fotos Públicas)

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 1,17 por cento em novembro, sobre alta de 1,20 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a maior variação para um mês de novembro desde 2002, quando o índice foi de 2,08%. O acumulado no ano foi de 9,57% e, em 12 meses, de 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2020, a taxa havia sido de 0,81%.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Outubro Novembro Outubro Novembro
Índice Geral 1,20 1,17 1,20 1,17
Alimentação e bebidas 1,38 0,40 0,29 0,08
Habitação 1,87 1,06 0,30 0,17
Artigos de residência 0,53 1,53 0,02 0,06
Vestuário 1,32 1,59 0,05 0,07
Transportes 2,06 2,89 0,43 0,61
Saúde e cuidados pessoais -0,01 0,80 0,00 0,10
Despesas pessoais 0,77 0,61 0,08 0,06
Educação 0,09 0,01 0,01 0,00
Comunicação 0,34 0,32 0,02 0,02
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.  

Transportes registrou o maior aumento entre os grupos, de 2,89% e foi influenciado, principalmente, pela alta nos preços da gasolina, de 6,62%. No ano, o combustível acumula alta de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%. Também houve altas nos preços do óleo diesel (8,23%), do etanol (7,08%) e do gás veicular (2,59%).

O segundo grupo com maior variação foi o de Habitação, com aumento de 1,06%. A maior contribuição foi do gás de botijão (4,34%), cujos preços subiram pelo 18° mês consecutivo, acumulando 51,05% de alta no período iniciado em junho de 2020.

A energia elétrica (0,93%) teve variação menor que a de outubro (3,91%) e contribuiu com 0,05 p.p. no índice do mês. Desde setembro, está em vigor a bandeira tarifária escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

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