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Brasília

Brasília celebra JK com objetos que contam sua história

Divulgação

Meio século após a morte de Juscelino Kubitschek, Brasília lembra a trajetória deste homem que idealizou e ajudou a construir a capital do país, por meio de uma mostra especial. Durante o 19º Encontro Nacional de Colecionadores de Brasília, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro no Hotel San Marco, no Setor Hoteleiro Sul, serão exibidos moedas, cédulas, selos, medalhas, fotografias e documentos históricos. A entrada é grátis.

Pela primeira vez, o evento terá um espaço dedicado à vida de JK, onde objetos guardados ao longo do tempo servirão para contar um capítulo importante da história do Brasil. A exposição reunirá peças em ouro, itens comemorativos, cartas e documentos relacionados à construção de Brasília, oferecendo ao visitante uma viagem desde a concepção até a inauguração da cidade, em 1960.

Segundo o organizador Gilberto Cavalini, a homenagem é especial porque acontece na própria cidade que simboliza o legado político de Juscelino. Para ele, o evento é uma ótima oportunidade para lembrar um homem tão marcante na história brasileira.

A ideia da exposição é mostrar que a memória não está só nos grandes monumentos ou livros, mas também em pequenos objetos como moedas, selos ou cartas antigas. Esses itens, que passaram por muitas mãos, guardam símbolos e histórias de uma era. “Queremos que o público veja que um objeto pequeno pode contar uma história muito rica”, comenta Cavalini.

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As peças exibidas ajudam a entender não só a vida do ex-presidente, mas também a mudança que levou o centro político para o Planalto Central. Os documentos e medalhas são pistas de um projeto que transformou o Brasil e deu origem a uma cidade planejada para o futuro.

A homenagem a JK será destaque de uma edição que reunirá cerca de 70 expositores de vários estados brasileiros e do exterior. Participarão representantes do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais e Pará, além do colecionador internacional Edson Riano, da Colômbia.

Novos colecionadores também estarão presentes, como o Lelio do Espírito Santo e a Mieko do Japão. A diversidade de participantes mostra como o colecionismo conecta pessoas de diferentes lugares, criando pontes a partir dos objetos que carregam histórias únicas e universais.

Durante o evento, o público poderá conhecer, comprar e trocar moedas, cédulas, selos, medalhas, cartões telefônicos, miniaturas, brinquedos e cartas colecionáveis, como as de Pokémon. Isso mostra que o colecionismo vai além da busca por peças raras, envolvendo curiosidade, carinho e o desejo de preservar o que o tempo deixa para trás.

Cavalini destaca que o encontro cresceu ao longo dos anos, tornando-se um espaço para convivência, pesquisa e aprendizado, além do comércio entre colecionadores. O objetivo principal é valorizar o colecionismo como uma atividade cultural, histórica e educacional que ajuda a preservar a memória.

A proposta é atrair públicos de todas as idades, incluindo famílias, estudantes, professores e curiosos que nunca tiveram contato com esse universo. A organização também planeja visitas escolares e representações diplomáticas mediante agendamento.

A primeira peça de uma coleção

Para colecionadores experientes, uma peça pode representar anos de estudo. Para quem está começando, pode ser apenas o início de uma descoberta. Uma moeda achada por acaso, um selo guardado há tempos ou uma carta antiga podem despertar a curiosidade sobre outros tempos, pessoas e lugares.

Cavalini acredita que o maior valor do encontro é despertar esse interesse. O aumento das coleções de cartas Pokémon, miniaturas e outros itens populares entre os jovens pode ser uma porta para o hábito de pesquisar, organizar e conservar objetos.

Quem quiser começar é aconselhado a escolher um tema que interesse, estudar as peças e trocar experiências com colecionadores mais veteranos. É importante entender a diferença entre valor histórico, afetivo e comercial, já que antiguidade não significa necessariamente raridade ou alto preço.

Para Cavalini, esta será uma das maiores edições do encontro, reunindo apaixonados e curiosos pelo colecionismo.

Ao celebrar JK, o evento convida à descoberta. Em uma cidade construída para o futuro, olhar para o passado por meio de documentos, moedas e fotos é uma forma de entender melhor o presente. Brasília se reencontra com suas raízes e mostra que a história está sempre viva, circulando de mão em mão. “Não é preciso ser colecionador para participar. Quem sabe uma simples visita pode ser o começo de uma grande coleção?”, conclui Cavalini.

Serviço
Data: 6 e 7 de novembro de 2026
Local: Hotel San Marco, Setor Hoteleiro Sul, Brasília (DF)
Entrada: gratuita
Participantes: cerca de 70 expositores do Brasil e do exterior
Informações: Gilberto Cavalini — (61) 99333-9413

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