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domingo, 22/02/2026

Brasil vai manter diálogo com os EUA após aumento de tarifa de 15% por Trump

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O governo brasileiro acredita que ainda é cedo para fazer uma previsão definitiva sobre as recentes decisões dos Estados Unidos. Entretanto, reforça que continuará focado no diálogo entre os dois países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado, 21, o aumento das tarifas globais de 10% para 15%, com efeito imediato, após a Suprema Corte dos EUA ter revogado uma tarifa na sexta-feira.

No mesmo dia em que a mais alta corte americana cancelou a tarifa proposta, Trump decidiu instituir uma tarifa global de 10% por 150 dias via ordem executiva, e depois elevou o valor para 15% em suas redes sociais.

A ordem executiva também determinou que o governo americano avance com investigações lideradas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas comerciais injustas, envolvendo o Brasil entre os países investigados.

Governo brasileiro confirma persistência no diálogo

No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o saldo comercial positivo entre Brasil e EUA é destaque nos bastidores, sendo usado para argumentar que a tarifa aplicada ao Brasil é injusta desde o início.

O anúncio de Trump foi feito enquanto parte da equipe do presidente Lula estava em viagem oficial à Índia e Coreia do Sul. Fontes ouvidas indicam que é cedo para entender o impacto prático da medida para o Brasil.

Mesmo assim, o governo brasileiro insiste na manutenção do diálogo nas próximas semanas. A reunião entre Lula e Trump está prevista para março nos Estados Unidos.

Autoridades brasileiras destacam que o Brasil é um dos poucos países com os quais os EUA têm superávit na balança comercial, um argumento que reforça a posição contra as tarifas e investigações.

EUA investigam, entre outras coisas, Pix e comércio na rua 25 de Março

A investigação americana envolve aspectos como o sistema de pagamentos Pix e o comércio na rua 25 de Março, em São Paulo. Embora o Pix não seja citado diretamente, a apuração aponta que o Brasil pode estar adotando vantagens indevidas para serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo.

Sobre a rua 25 de Março, a investigação afirma que o Brasil mantém práticas que comprometem a proteção eficaz dos direitos de propriedade intelectual, destacando que a área é conhecida há décadas pela venda de produtos falsificados, apesar das ações policiais.

Outros temas levantados no processo do USTR abrangem o desmatamento ilegal e tarifas aplicadas sobre o etanol no Brasil.

Estadão Conteúdo

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