O Ministério da Saúde investiu R$ 17 milhões para formar 760 profissionais no curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne, com a meta de melhorar o atendimento obstétrico e neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS).
O curso começou em novembro de 2025, é presencial e ocorre em 38 locais ligados a Universidades e Escolas de Saúde Pública. É voltado para enfermeiros com pelo menos um ano de experiência cuidando da saúde das mulheres no SUS.
Foram feitas 3.945 inscrições, aprovando 760 candidatos, sendo 94% mulheres. Profissionais de áreas mais afastadas do centro foram priorizados para garantir mais acesso à formação. Os aprovados estão em todas as regiões do país, principalmente no Nordeste (35%), Sudeste (20%), Norte (18%), Sul (15%) e Centro-Oeste (13%). Eles trabalham em 368 municípios, inclusive nos nove estados da Amazônia Legal.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) coordena o curso, em parceria com 38 instituições e o apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo). O curso tem 720 horas e dura cerca de 16 meses, com turmas em todos os estados.
No Brasil, existem cerca de 13 mil enfermeiros obstétricos registrados, mas só 46% trabalham em unidades de saúde, mostrando que a área precisa de mais profissionais. Em outros países, há entre 25 e 68 enfermeiros obstétricos para cada mil nascidos vivos, enquanto no Brasil são 5, segundo dados da Abenfo de 2023.
Entre os aprovados, 58,9% trabalham na Atenção Primária à Saúde, incluindo áreas tradicionais; 34,5% em maternidades e Centros de Parto Normal; 4,1% em hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh); e 2,5% em Escolas de Saúde Pública e universidades ligadas a Centros de Excelência em Enfermagem Obstétrica.
Felipe Proenço, secretário da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), destaca que essa formação é uma ação do Ministério da Saúde para levar mais especialistas às regiões que mais precisam. Além disso, fortalece a Rede Alyne e ajuda a melhorar o cuidado à saúde da mulher e do recém-nascido no país.
Essa iniciativa reforça o compromisso de levar atenção obstétrica e neonatal para todas as regiões do Brasil, contribuindo para um modelo de cuidado mais eficiente para mulheres e bebês.
