FÁBIO PUPO
FOLHAPRESS
A balança comercial do Brasil terminou o ano de 2025 com um superávit de US$ 68,3 bilhões, o que representa uma redução de 7,9% em comparação ao ano anterior. Este resultado veio em meio a tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC) divulgados no dia 6 de janeiro, as exportações brasileiras em 2025 somaram US$ 348,7 bilhões, um aumento de 3,5%, enquanto as importações chegaram a US$ 280,4 bilhões, um crescimento de 6,7%.
Durante o ano, foi notado que as compras feitas pelo Brasil no exterior cresceram em um ritmo maior do que as vendas para outros países, um comportamento comum em períodos de crescimento econômico.
Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos destacaram-se pela redução nas compras de produtos brasileiros, com uma queda de 6,6% nas importações em relação ao ano anterior.
Por outro lado, países como o Canadá aumentaram suas compras em 14,8%. O Mercosul também teve crescimento nas aquisições, especialmente na Argentina, que elevou suas compras em 31%.
Este cenário com os Estados Unidos é acompanhado de perto, uma vez que Donald Trump aplicou diversas tarifas sobre produtos importados ao longo de 2025. Em fevereiro, taxas de 25% foram impostas sobre aço e alumínio.
Em julho, ele anunciou formalmente uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os EUA a partir de agosto, justificando a medida com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, posteriormente, Trump concedeu cerca de 700 exceções que isentaram aproximadamente 43% das mercadorias brasileiras exportadas aos EUA. Itens como derivados de petróleo, ferro-gusa, produtos de aviação civil e suco de laranja foram protegidos, enquanto carnes, café e pescado ficaram sujeitos às tarifas.
Em setembro, a tarifa de 10% sobre a celulose brasileira foi retirada, beneficiando o setor que exportou 2,8 milhões de toneladas em 2023.
Mais recentemente, em novembro, Donald Trump eliminou a tarifa de 40% sobre diversos produtos agrícolas brasileiros, incluindo carne e café, afetando mais de 200 itens agrícolas e pecuários, além de alguns fertilizantes à base de amônia.
