O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), divulgou no dia 28 de janeiro, que durante o ano de 2025 foram feitas muitas ações para combater o trabalho semelhante à escravidão.
Durante o ano, 2.772 trabalhadores foram salvos dessas condições em 1.594 fiscalizações. Além disso, foi garantido que mais de R$ 9 milhões fossem pagos às vítimas como direitos trabalhistas.
Muitas outras pessoas, mais de 48 mil, também tiveram seus direitos assegurados graças às fiscalizações, mesmo que não estivessem em situação de trabalho análogo à escravidão.
Os setores com mais trabalhadores resgatados foram obras de alvenaria, administração pública, construção de edifícios, cultivo de café e extração de pedras para construção, conforme dados da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Houve uma mudança: 68% dos trabalhadores salvos estavam na cidade, ao contrário dos anos anteriores em que eram mais no campo.
O trabalho escravo moderno ocorre em diversas áreas como colheita de café, desmatamento, mineração ilegal, indústria têxtil e trabalho doméstico, este último com 122 fiscalizações e 34 trabalhadores resgatados.
Os estados com mais fiscalizações foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. Já os que mais tiveram trabalhadores resgatados foram Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraíba.
Todos os trabalhadores resgatados têm direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, pago em três parcelas de um salário mínimo, ajudando-os a recomeçar a vida. Eles também recebem apoio da Assistência Social e de políticas públicas conforme suas necessidades.
Shakti Borela, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), explicou que esses resultados são fruto do trabalho em conjunto de várias instituições como Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e a Polícia Federal.
Denúncias sobre trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100.
Entre os estados, Mato Grosso liderou o número de resgates, seguido por Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraíba. Outros estados como Maranhão, Goiás, Pernambuco e Mato Grosso do Sul também tiveram números relevantes, segundo dados do MTE.
*Informações do Ministério do Trabalho e Emprego
