O Ministério da Saúde do Brasil fez um pedido para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) inclua o feminicídio na lista oficial de doenças, chamada CID-11.
Essa mudança vai ajudar a mostrar com mais clareza os casos de mortes de mulheres por violência de gênero, que hoje são registrados de forma vaga como agressões.
A OMS já vê a violência contra mulheres como um problema sério de saúde pública e uma violação dos direitos humanos, tanto no Brasil quanto no mundo.
A proposta será analisada pela OMS e seus países membros. Se aprovada, o feminicídio terá reconhecimento internacional como um problema de saúde, em vez de ser apenas um caso clínico isolado.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em coletiva na quinta-feira (5) que o pedido foi feito oficialmente e bem aceito pela OMS. Para ele, isso vai aumentar a responsabilidade dos profissionais na notificação e facilitar a coleta de dados.
Padilha confirmou que o Brasil vai continuar trabalhando até a próxima assembleia-geral da OMS para garantir o reconhecimento do feminicídio na lista mundial. Ele destacou que essa é uma contribuição importante para melhorar a forma como essa situação é registrada, tanto no Brasil quanto no restante do mundo.

