25.5 C
Brasília
quinta-feira, 02/04/2026

Brasil organiza encontro internacional sobre saúde e clima

Brasília
nuvens quebradas
25.5 ° C
26.1 °
25.5 °
61 %
2.6kmh
75 %
qui
26 °
sex
24 °
sáb
26 °
dom
26 °
seg
26 °

Em Brasília

O Brasil reafirmou seu papel de liderança global ao sediar o Segundo Encontro Diplomático sobre Saúde e Clima no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento ocorreu na terça-feira (31) com a participação de cerca de 150 pessoas, incluindo autoridades do governo federal, embaixadores, representantes de missões diplomáticas, organizações internacionais e especialistas. O foco foi a preparação para a COP31 e o progresso na execução do Plano de Ação em Saúde de Belém.

Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, ressaltou que a ligação entre saúde e clima tornou-se um elemento fundamental das políticas públicas. Ela afirmou: “Estamos diante de uma pauta que une saúde e clima de maneira permanente. O Plano de Ação de Belém é um marco ao oferecer soluções justas, adaptáveis e que consideram as realidades locais, visando fortalecer a resistência dos sistemas de saúde”. Destacou, ainda, iniciativas como o AdaptaSUS, que adapta o sistema de saúde às mudanças climáticas, e sinalizou o desafio de transformar acordos em ações reais para ajudar populações em situação vulnerável.

Marise Ribeiro, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, comentou os avanços da COP30, entre eles o fortalecimento do Plano de Ação de Belém, a criação de indicadores globais para adaptação e o estabelecimento de uma coalizão internacional de financiadores com aporte inicial de US$ 300 milhões. “Saímos da COP30 com bases sólidas. O próximo passo é acelerar a transição dos compromissos para a prática, focando em sistemas de saúde mais fortes”, explicou.

A embaixadora Cláudia de Ângelo Barbosa, do Ministério das Relações Exteriores, enfatizou que a crise climática afeta diretamente os sistemas de saúde e que a adaptação é uma questão de justiça, não apenas técnica. “O Plano de Ação de Belém reconhece as desigualdades e propõe respostas que respeitam as diferentes realidades dos países”, afirmou.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, apresentou planos desenvolvidos pelo Brasil para a ação climática global, que incluem a transição para energia limpa, combate ao desmatamento e financiamento climático, tudo com impacto positivo na saúde. “Nosso desafio é transformar essas metas em resultados concretos”, declarou.

Durante o encontro, foram debatidos temas como o aumento do financiamento climático, previsto para chegar a até US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, o fortalecimento da governança internacional e a diminuição das desigualdades no acesso a tecnologias e serviços de saúde.

Para continuar o desenvolvimento iniciado na COP30, o Ministério da Saúde e o Ministério das Relações Exteriores anunciaram a criação do espaço de diálogo “Da COP30 à COP31: Saúde, Clima e o Plano de Ação de Belém”. Essa iniciativa prevê a apresentação dos resultados da agenda de saúde em Belém, a implementação do plano em 2026, maior engajamento internacional e diálogos com missões diplomáticas para definir prioridades para a COP31.

O evento segue as discussões da COP30, realizada em 2025 em Belém (PA), onde a saúde foi tema central da agenda climática. Na ocasião, o Brasil lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém, um modelo integrador de soluções para vigilância em saúde, inovação e políticas que envolvem múltiplos setores, apoiado por cerca de 80 países e organizações internacionais.

Ao encerrar, Mariângela Simão reforçou a importância da cooperação entre os países. “É essencial sairmos daqui com ações concretas e com a convicção de que saúde e clima andam juntos para construir um futuro mais justo e resistente”, concluiu.

Veja Também