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sábado, 30/08/2025

Brasil não é dependente dos EUA, diz novo presidente do PT

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Edinho Silva, novo presidente do PT eleito em julho, afirmou que o Brasil não é um país submisso aos Estados Unidos. Ele defendeu que o país deve fortalecer suas relações comerciais com outras nações, especialmente diante da guerra comercial promovida pelo presidente americano Donald Trump.

Segundo Edinho Silva, a atual crise diplomática mostra a importância de formar blocos comerciais e reunir países que defendem a democracia para evitar que as práticas do governo Trump se tornem comuns.

Ele também classificou as ações de Trump como uma tentativa de iniciar uma “Terceira Guerra Mundial” por meio de medidas econômicas.

O ex-prefeito de Araraquara ressaltou as prioridades do PT daqui para frente: reforma política eleitoral, fortalecimento dos partidos, financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), combate à mudança climática, implantação da escala de trabalho 6×1, tarifa zero no transporte público e segurança pública, dando especial atenção a este último tema.

“É urgente aprofundar o debate sobre segurança pública. A sociedade exige isso”, afirmou. Para o partido, Edinho propõe a criação de um novo estatuto que aborde a renovação da militância, o limite de mandatos e a organização de base.

A eleição interna do PT deste ano, chamada Processo de Eleição Direta (PED), teve cerca de 550 mil votos, a maior da história do partido. Edinho Silva venceu com 378 mil votos, representando 73,1% do total. Sua tendência, Construindo um Novo Brasil (CNB), defende a tese de derrotar a extrema direita e avançar na construção de um novo país.

Edinho Silva disputou contra nomes mais à esquerda, como o secretário de relações internacionais Romenio Pereira (58,8 mil votos), o ex-presidente da legenda e deputado federal Rui Falcão (57,7 mil votos) e o diretor da Fundação Perseu Abramo Valter Pomar (22,5 mil votos).

O PT realizará em 27 deste mês o segundo turno das votações para presidência de diretórios em alguns estados e municípios. A eleição deste ano, porém, teve controvérsias, incluindo denúncias de votos irregulares e filiações em massa, o que pode levar a investigações judiciais.

O senador Humberto Costa, presidente em exercício do PT durante o PED, afirmou que acusação de irregularidades é comum em disputas políticas, mas reconheceu a necessidade de melhorar o processo para garantir a ampla participação dos filiados.

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