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quarta-feira, 25/03/2026

Brasil lidera grupo do G20 no combate à dengue

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O Ministério da Saúde anunciou que a principal ação da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Justo será enfrentar a dengue. Essa coalizão foi criada durante a presidência do Brasil no G20 em 2024 e tem como objetivo garantir que todos os países, especialmente os em desenvolvimento, tenham acesso a remédios, vacinas e tecnologias de saúde.

Além do Brasil, participam países como África do Sul, Alemanha, China, França, Indonésia, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Europeia e União Africana. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) será a responsável pela execução das atividades da coalizão. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a dengue afeta mais de 100 países e coloca em risco metade da população mundial, com até 400 milhões de casos por ano, agravados pelas mudanças no clima.

No evento realizado no Rio de Janeiro, foi lançada uma chamada para receber propostas de projetos que aprimorem a produção e o desenvolvimento de vacinas e outras tecnologias contra a dengue, beneficiando principalmente as pessoas mais vulneráveis. A iniciativa busca diminuir as desigualdades no acesso a tratamentos de saúde e criar redes que ajudem doenças que costumam receber pouca atenção.

Padilha destacou a importância da cooperação internacional, como a parceria com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção da vacina Butantan DV, com previsão de 30 milhões de doses para o segundo semestre de 2026. O ministro também assinou um acordo com o International Vaccine Institute (IVI), apoiado pelo BRIGHT Fund, para desenvolver e produzir vacinas, visando autonomia tecnológica para o Brasil e países de renda baixa e média.

Outra conquista anunciada foi a produção totalmente nacional do medicamento Tacrolimo, desenvolvida com transferência tecnológica da Índia, que vai beneficiar cerca de 120 mil pacientes do SUS. Isso garante que o remédio estará disponível mesmo em situações de crise ou epidemias.

Além disso, será criado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) um centro especializado em vacinas de RNA mensageiro, com investimento de R$ 65 milhões. Este centro se juntará às plataformas da Fiocruz e do Instituto Butantan, totalizando R$ 150 milhões em recursos federais, para preparar respostas rápidas a novas pandemias e desenvolver tecnologias para outras enfermidades.

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