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quarta-feira, 25/02/2026

Brasil lança plano para economia limpa e fim do desmatamento

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Em Brasília

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Nilto Tatto: nova lei pode servir de exemplo para outros países

O Projeto de Lei 6615/25 estabelece um plano detalhado para guiar o Brasil rumo à diminuição das emissões de gases poluentes, à adoção de energias renováveis e ao manejo sustentável das terras.

Nomeado “Mapa do Caminho Brasileiro da Transição Justa para a Economia de Baixo Carbono e o Desmatamento Zero”, o programa funcionará como uma ferramenta de planejamento estratégico com vigência até 2050.

Metas principais:

  • Reduzir de 59% a 67% as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, comparado aos níveis de 2005;
  • Alcançar neutralidade nas emissões até 2050;
  • Eliminar o desmatamento ilegal em todos os biomas até 2030;
  • Garantir desmatamento líquido zero até 2035;
  • Recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2030;
  • Restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.

Apresentado por Nilto Tatto (PT-SP) após a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada em 2025, o plano visa oficializar as diretrizes para a transição energética e combate ao desmatamento que o Brasil defendeu internacionalmente.

Segundo Tatto, a iniciativa não só fortalece a agenda ambiental no país como também pode inspirar outras nações em desenvolvimento com potencial para energias renováveis e preservação.

Funcionamento do plano

Com validade até 2050, o plano instituirá orçamentos de carbono, definindo limites anuais de emissão para o país e setores específicos, atualizados a cada cinco anos.

O projeto mantém os compromissos climáticos assumidos internacionalmente e responsabiliza o Poder Executivo pela gestão das metas, que deverão ser acompanhadas por relatórios anuais para garantir transparência.

Setores prioritários

Têm regras específicas indústrias que enfrentam mais dificuldades para reduzir emissões, como:

  • Química e petroquímica
  • Siderurgia
  • Produção de cimento
  • Geração de energia
  • Fertilizantes
  • Mineração

O plano estipula prazos para adoção de tecnologias limpas nesses setores e prevê a redução gradual de incentivos para atividades altamente poluentes.

Financiamento

O custeio será feito por recursos federais, fundos regionais, instituições financeiras públicas e privadas.

O Fundo Social do Pré-Sal destinará ao menos 10% de seus rendimentos para as ações previstas, e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima reserva metade de seus recursos para projetos alinhados ao plano.

Uma iniciativa similar foi apresentada no Senado pelo senador Beto Faro (PT-PA), com o objetivo de agilizar a aprovação do plano.

Próximos passos

O projeto seguirá análise pelas comissões de Meio Ambiente, Finanças e Constitucional antes de ser votado na Câmara e no Senado para virar lei.

A proposta representa um avanço significativo para garantir um futuro sustentável e um modelo de desenvolvimento com baixo impacto ambiental para o Brasil.

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