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sexta-feira, 10/04/2026

Brasil fortalece presença global com programa espacial

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Em Brasília

Marco Antonio Chamon, líder da Agência Espacial Brasileira, comunicou na Câmara dos Deputados que o Programa Espacial Brasileiro pode expandir o protagonismo do país no cenário internacional.

O anúncio foi feito durante uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia.

Um destaque citado foi a colaboração do Brasil na missão Artemis 2 da NASA, que levou novamente astronautas à Lua. Desde junho de 2021, o Brasil integra este programa que envolve 60 nações.

Entre as iniciativas brasileiras estão o desenvolvimento de um satélite de pequeno porte destinado a pesquisas na órbita lunar e experimentos relacionados à agricultura no espaço.

Chamon ressaltou que o Brasil possui condições geográficas e tecnológicas para estabelecer um programa espacial sólido, além de salientar a importância do papel ambiental do país. A Agência já atua em áreas estratégicas, como o monitoramento do desmatamento.

“O papel de destaque do Brasil em meio ambiente e mudanças climáticas torna o setor espacial fundamental para sustentar essa posição,” afirmou.

A audiência pública foi requisitada pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE), que ressaltou o valor do setor espacial para o avanço científico, tecnológico e econômico do Brasil e para a manutenção da soberania nacional.

O presidente da Agência mencionou também a importância estratégica da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Desde 2019, o acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos conferiu maior segurança jurídica para uso da base, ampliando o interesse internacional pela região.

“A localização próxima à linha do Equador torna a base atrativa para países que desejam realizar lançamentos de foguetes,” disse.

Chamon comentou que essas parcerias podem fomentar uma nova economia ligada ao setor espacial, destacando ainda a cooperação com a Argentina e a China.

Outro ponto importante é o trabalho educacional promovido pela agência. No Rio Grande do Norte, o Centro Vocacional Tecnológico Aeroespacial oferece atividades práticas para cerca de 2 mil crianças anualmente, incluindo montagem de equipamentos e simulações.

O Brasil conta com cursos de engenharia aeroespacial em várias universidades federais há 15 anos, como ITA, UFMG, UnB, Universidade Federal do ABC e Universidade Federal de Santa Catarina, além de um curso de pós-graduação integrado nas universidades federais de Pernambuco, Ceará e Maranhão.

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