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sexta-feira, 20/02/2026

Brasil fortalece laços no audiovisual com Índia e Coreia do Sul

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O audiovisual brasileiro está ganhando cada vez mais espaço na cena internacional, acompanhando a retomada do cinema nacional e o reposicionamento do Brasil no contexto global. Com uma missão oficial do governo às Índia e Coreia do Sul, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma delegação inédita da cadeia produtiva do audiovisual e economia criativa foi enviada, organizada pela Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual Brasileiro (FICA).

A presidente da FICA, a produtora Walkíria Barbosa, explica que o objetivo dessa missão é aproximar os mercados, diversificar as formas de financiamento e aumentar a exportação de conteúdo brasileiro para dois mercados de grande relevância mundial no audiovisual e na economia criativa. A federação, que está prevista para ser criada em outubro de 2026, reflete a maturidade do setor, que passou de um segmento cultural para um motor do desenvolvimento econômico, tecnológico e diplomático do país.

De acordo com um estudo da Oxford Economics em parceria com a Motion Picture Association (MPA), a indústria audiovisual do Brasil contribuiu com R$ 70,2 bilhões para o PIB em 2024, gerou 608.970 empregos diretos e indiretos, e arrecadou R$ 9,9 bilhões em tributos, destacando-se como uma importante parte da economia formal e uma ferramenta poderosa de soft power.

O sucesso do cinema brasileiro no exterior tem apoiado esse avanço, como foi evidenciado pela vitória do Oscar de melhor filme internacional com o longa ‘Ainda Estou Aqui’ no ano passado, além das quatro indicações ao Oscar de 2026, incluindo melhor ator para Wagner Moura e melhor filme internacional por ‘Agente Secreto’.

Os principais focos da missão são apresentar o mercado audiovisual brasileiro, criar oportunidades de coprodução e distribuição internacional, discutir modelos de financiamento bilaterais e multilaterais e promover a troca de tecnologias e conhecimentos. A estratégia se inspira no modelo da Hallyu, ou ‘onda coreana’, que transformou a Coreia do Sul em uma potência cultural global por meio da colaboração entre política pública, indústria e exportações.

Walkíria Barbosa ressalta que o objetivo não é copiar esses modelos, mas entender como a parceria entre governo e mercado, combinada com investimentos em inovação e qualificação, pode impulsionar a cultura e a indústria brasileira. Ela destaca ainda o papel crucial dos Fundos de Investimento em Participações (Funcines), que possibilitam a entrada de capital privado com incentivos fiscais e segurança jurídica, facilitando o financiamento e atraindo investimentos estrangeiros, incluindo os asiáticos, para coproduções.

Esta missão acontece simultaneamente à participação do Brasil na Cúpula de Inteligência Artificial na Índia, evento que reúne 20 chefes de Estado e é realizado pela primeira vez por um país em desenvolvimento. As informações foram obtidas da Agência Brasil.

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